Escolher entre tantas profissões vai muito além de seguir a paixão ou a vocação. A busca por salários elevados aparece como fator decisivo para quem mira crescimento e estabilidade.
Porém, os dados mais recentes da Receita Federal revelam um cenário diferente do senso comum, nem sempre as opções óbvias ocupam o topo do ranking de profissões bem pagas no Brasil. Você sabe quais são as profissões que estão no pódio? Continue lendo e confira detalhes sobre cargos e valores atribuídos.
Supersalários: cartórios e Judiciário lideram ranking de rendimentos
O topo da lista tem nome e sobrenome: titulares de cartórios. Em estados como São Paulo e Rio de Janeiro, esses profissionais ultrapassam a barreira dos R$ 200 mil mensais. O volume elevado se deve à remuneração autônoma e à administração de receitas cartorárias, que superam até mesmo o teto do setor público federal.
Logo abaixo, funções como juiz, desembargador, promotor e procurador garantem estabilidade e vencimentos acima de R$ 80 mil, superando CEOs e empresários em média nacional. Essas carreiras do Judiciário mantêm benefícios robustos, férias ampliadas e gratificações que potencializam o valor final dos contracheques.
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Médias distorcidas e o papel da estatística no ranking
Ao olhar para a tabela oficial, é fácil se questionar sobre a ausência de profissões tradicionais do topo do setor privado e de tecnologia. Isso acontece por conta do chamado “Efeito Média”, a Receita Federal calcula valores agregados por ocupação. Assim, CEOs de multinacionais acabam na mesma categoria de pequenos empresários, puxando a média para baixo.

Outro fator é a “pejotização”. Profissionais de tecnologia, como desenvolvedores de software sênior, atuam como empresas (PJ) e não como pessoas físicas. Suas receitas, embora muitas vezes superiores à média CLT, saem da classificação por profissão e se diluem em outras categorias, dificultando retratar a realidade desses rendimentos.
Agronegócio, dados públicos e suas surpresas
No campo, a categoria “produtor agropecuário” reúne pequenos e grandes proprietários. O resultado? Grandes latifundiários têm ganhos elevados, mas a média nacional é reduzida. Por outro lado, carreiras públicas como auditor fiscal e diplomata aparecem com maior precisão, pois a Receita Federal detalha esses dados de forma individualizada, valorizando cada centavo nos cálculos do ranking.
Essas distorções mostram que, ao buscar profissões melhor remuneradas, é essencial considerar tanto a carreira quanto o regime de contratação, assim como as chances reais de ascensão.
Curiosidades e revelações do ranking das profissões no Brasil
- Sociólogos superam, em média, desenvolvedores de software na formalidade.
- Comandantes de embarcação recebem mais do que parlamentares e advogados públicos.
- Auditores fiscais garantem média acima de engenheiros e escritores.
Se o critério fosse CPF, grandes empresários e investidores individuais assumiriam o pódio. Mas, na comparação por ocupação, o setor notarial e jurídico permanece imbatível, principalmente pela transparência dos dados públicos e critérios nacionais de remuneração.
Como usar esses dados para planejar sua transição de carreira
Antes de decidir para onde seguir sua carreira, reflita sobre o horizonte financeiro real e sobre a qualidade dos dados. Setores com altos salários não resolvem obstáculos sozinhos, a barreira de entrada é alta, concursos são disputados e a exigência técnica é real.
Para quem pensa na iniciativa privada, diferenciar-se significa buscar educação continuada, networking e uma visão empreendedora, além de entender os modelos de contratação, CLT ou PJ.
Invista na formação adequada, avalie o seu alinhamento de valores e pesquise além dos rankings. Grandes rendas são possíveis, mas dependem tanto da escolha da profissão quanto das oportunidades que você constrói ao longo da trajetória. Gostou da matéria? Então não deixe de acompanhar diariamente o Blog Pensar Cursos para mais notícias.












