Com a implementação da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN), muitos brasileiros têm dúvidas sobre a obrigatoriedade da troca do atual RG pelo novo documento. A nova carteira tem como diferencial o uso do CPF como número único de identificação, trazendo avanços importantes em segurança e praticidade para a vida dos cidadãos. A seguir, entenda como funciona a transição, prazos, o que muda e por que a nova Carteira de Identidade vem ganhando destaque em todo o país.
Prazo para a troca e validade do antigo RG
Não há obrigatoriedade imediata para a emissão da nova Carteira de Identidade Nacional. O modelo antigo do RG seguirá válido até fevereiro de 2032, permitindo que a população realize a substituição sem pressa ou correria. Até essa data, todos os brasileiros deverão possuir a CIN para que seus documentos continuem aceitos em todo o território nacional.
O procedimento de troca pode ser realizado até o prazo limite de 2032; após esse período, o RG antigo perderá sua validade oficial. O processo é gratuito para a primeira via do novo documento, tornando a transição acessível a todos.
Dados sobre a emissão da nova Carteira de Identidade Nacional
O interesse pelo novo documento vem crescendo. Segundo dados do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, a emissão da CIN registrou aumento de 60% entre janeiro e outubro de 2025, em comparação ao mesmo período do ano anterior.
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Até outubro deste ano, foram emitidas mais de 19,8 milhões de carteiras de identidade nacionais, totalizando mais de 38 milhões de brasileiros já com o novo documento em mãos.
Esse aumento reflete a facilidade e os benefícios de obter a CIN, além do trabalho integrado dos órgãos federais e estaduais para ampliar o acesso ao documento em todo o Brasil.
Principais mudanças: segurança e identificação única
A evolução do documento traz consigo avanços relevantes à identificação civil. Entre as mudanças, destaca-se o uso do CPF como número único de identificação do cidadão. Isso elimina a necessidade de diferentes numerações para documentos, diminuindo inconsistências cadastrais e facilitando o acesso a serviços públicos, benefícios sociais e outras utilidades do dia a dia.
Outro diferencial é a unificação do modelo em todo o país, com padrões de segurança mais elevados. O novo documento conta com recursos digitais e físicos para evitar fraudes e falsificações. A padronização também agiliza processos em bancos, aeroportos e órgãos públicos, já que a CIN possui validade nacional e reconhecimento rápido em diferentes sistemas de identificação.

Versão digital da CIN e integração com o GOV.BR
Após emitir a CIN impressa, o cidadão pode acessar a versão digital pelo aplicativo GOV.BR. O procedimento é prático: basta acessar o app, selecionar “Carteira de documentos”, clicar no botão “+”, escolher “Carteira de Identidade” e adicionar o novo documento digitalmente. Assim como já ocorre na Carteira Nacional de Habilitação Digital, isso facilita o transporte, armazenamento e uso em diversas situações do cotidiano.
Além da praticidade, a CIN digital também ajuda a aumentar a segurança da conta no GOV.BR, facilitando a obtenção da conta Ouro, que libera acesso a mais de 4.600 serviços federais digitais e milhares de outros estaduais e municipais, todos em uma só plataforma.
Vantagens práticas da CIN para o dia a dia
- Facilidade no acesso a serviços públicos: a nova carteira serve como documento base para identificar o cidadão em diferentes políticas públicas e garantias de direitos.
- Simplificação e unificação de dados: elimina divergências entre diferentes registros, pois o CPF passa a ser o único número de identificação civil.
- Segurança ampliada: a nova carteira traz recursos modernos contra falsificações e fraudes.
- Disponibilidade digital: fácil acesso no celular para usar em situações cotidianas, sem depender apenas do documento físico.
- Agilidade em movimentações financeiras e viagens: por ter padrão nacional, simplifica processos em bancos, aeroportos, hotéis e outros estabelecimentos.
Como solicitar a nova Carteira de Identidade Nacional
O processo de emissão é simples. O cidadão pode agendar o atendimento pelo portal gov.br/identidade. Basta seguir as instruções do estado de residência, reunir a documentação necessária e comparecer ao posto de identificação no dia e horário marcados. A primeira via é gratuita para todos.
Em algumas regiões, a capacidade de atendimento pode variar, especialmente em períodos de alta demanda. Recomenda-se planejar o agendamento, principalmente quando houver necessidade de viagem, inscrição em concursos ou outras situações que exijam o novo formato de documento.
Prazos, recomendações e possíveis impactos para quem não trocar até 2032
Até fevereiro de 2032, o RG permanece válido, mas será indispensável possuir a Carteira de Identidade Nacional após esse prazo. Cidadãos que não fizerem a troca poderão enfrentar restrições em cadastros, acesso a serviços públicos, processos bancários, viagens nacionais e demais situações que exigirem o documento.
Esperar para trocar pode resultar em filas e congestionamento dos serviços nos meses que antecedem o fim do prazo, dificultando agendamentos rápidos. Por isso, quanto antes realizar a emissão, maior será a tranquilidade para evitar problemas no futuro.













