5 argumentos a favor das cotas em universidades

 

Um dos maiores problemas do Brasil é a falta de acesso a educação de qualidade, por todos os habitantes. Tanto a educação básica, quanto a superior, a bem dizer.

Visando enfrentar essa disparidade, programas dos Ministérios da Educação que o Brasil teve, desde o ano 2000, começaram a pensar possibilidades, tais como programas de bolsa e financiamento, e cotas universitárias.

Polêmicas e alvos de debates, as cotas, contudo, mereceriam mais atenção e entusiasmo, por parte dos brasileiros, pois elas não são, de forma alguma, um problema. Ao contrário, são iniciativas que precisam ser ampliadas.

Se serão cotas para alunos de escolas públicas ou não, alunos em situação de vulnerabilidade ou não, entre outros, isso é outra questão – que precisa, claro, ser debatida.

Entretanto, diante de algumas das críticas que apontam para um “fim das cotas”, temos argumentos favoráveis: confira.

 

1.      Cotas não estão “roubando vagas”

O argumento de que cotas universitárias roubam vagas não se sustenta. Idealmente, claro, pois a universidade tem certa liberdade de cátedra para decidir como aplicá-las.

Entretanto, o ponto é: as vagas de cotas são exclusivamente para alunos que vão concorrer a elas. Então, se nenhum aluno passar pelo sistema de cotas, essas vagas não serão ocupadas por alunos do vestibular regular.

A grande questão aqui é ampliar o público-alvo das cotas (seja ele pessoas negras e indígenas ou de escolas públicas).

 

2.      Cotas não “diminuem a qualidade do ensino”

O argumento de que cotas diminuem a qualidade da universidade esbarrar em um problema: alunos cotistas se esforçam tanto, ou mais, do que alunos não-cotistas, por um comprometimento pessoal.

Isso é, esses alunos recebem uma oportunidade que dificilmente teriam, se não fosse pelas cotas. Logo, alunos cotistas tendem a ter um desempenho, melhor, inclusive em nível de produções acadêmicas.

Ao contrário, esses alunos, por sua atuação, muitas vezes, elevam o nível e resultados da instituição de ensino, em avaliações de universidades.

 

3.      Cotas não são um “vestibular facilitado”

Cotas medem o conhecimento do aspirante a aluno de uma forma diferenciada, porque contemplam outros saberes e relações deste, com o ensino superior.

Além disso, o vestibular regular não faz um panorama real do conhecimento dos concorrentes. Então, mesmo alunos não-cotistas, possivelmente, não estão sendo avaliados por seus conhecimentos de dada matéria. Antes, por sua capacidade de responder perguntas.

 

4.      Cotas ampliam a diversidade de perfis de pesquisadores em universidades

Alunos cotistas ampliam os panoramas de pesquisadores em universidades. Isso porque os alunos cotistas apresentam um perfil e uma relação com o saber diferentes.

Logo, abrir espaço para esses alunos significa construir uma universidade mais plural e democrática, ou seja, uma universidade com uma abrangência de ideologias e perspectivas maiores.

 

5.      Cotas formam agentes sociais

Alunos cotistas saem da universidade com conhecimentos em ensino superior. Logo, a tendência é que eles voltem aos seus contextos de origem para lá, atuarem visando a melhoria social de sua comunidade.

Um aluno não-cotista nem sempre têm o senso de comunidade, de tal situação.

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