Na maioria das profissões, as mulheres ainda recebem menos. Mas há pelo menos 11 exceções e elas revelam algo que o mercado de trabalho demorou para admitir.
Um levantamento do Glassdoor, uma das maiores plataformas de transparência salarial do mundo, identificou as únicas profissões nos Estados Unidos onde a remuneração feminina supera a masculina. A diferença chega a 7,8% na liderança da lista.
O dado surpreende porque vai na contramão do que acontece na maior parte do mercado. Então o que essas 11 profissões têm de diferente? Por que justamente nelas as mulheres saem à frente? E mais importante: alguma delas faz parte dos seus planos de carreira?
O contexto: desigualdade salarial ainda é a regra
De acordo com o 4º Relatório de Transparência Salarial, divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego com base em dados de 2025, as mulheres recebem, em média, 21,2% menos do que os homens em empresas com 100 ou mais funcionários. O estudo avaliou mais de 54 mil empresas e 19,4 milhões de vínculos trabalhistas.
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A remuneração média feminina ficou em R$ 3.908,76, enquanto os homens receberam R$ 4.958,43 pelo mesmo período. Uma diferença de quase mil reais por mês — acumulada ao longo de uma carreira, esse valor se torna expressivo.
A desigualdade é ainda mais acentuada no recorte racial: mulheres negras recebem 33,5% menos do que homens não negros já no momento da admissão.
Esse cenário torna ainda mais relevante identificar os setores onde essa lógica se inverte — não para comemorar de forma isolada, mas para entender quais caminhos o mercado está abrindo para a equidade salarial.
As 11 profissões em que mulheres ganham mais do que homens
De acordo com estudo do Glassdoor, nos Estados Unidos, há apenas 11 profissões em que as mulheres recebem, em média, mais do que homens. Os dados mostram tanto o percentual de diferença salarial quanto a proporção de ganho por dólar.
1. Assistente social — diferença de 7,8%
A maior diferença salarial entre todas as profissões da lista. Mulheres que atuam como assistentes sociais ganham 1,08 dólar a cada 1 dólar recebido por homens na mesma função.
2. Promotora de vendas/negociadora — diferença de 7,6%
Segunda colocada, também com uma diferença expressiva. Mulheres recebem 1,08 dólar para cada 1 dólar dos colegas homens.
3. Pesquisadora assistente — diferença de 6,6%
Na área de pesquisa, as mulheres levam vantagem: 1,07 dólar para cada 1 dólar ganho por homens.
4. Especialista em compras — diferença de 5,5%
Mulheres nessa função recebem 1,06 dólar a cada 1 dólar dos homens.
5. Consultora médica — diferença de 2,4%
Na consultoria médica, a vantagem feminina também é de 1,06 dólar para cada 1 dólar dos homens — mesmo com percentual menor.

Profissões com menor diferença, mas ainda favoráveis às mulheres
6. Profissional de comunicação — diferença de 2,2%
Mulheres que atuam com comunicação corporativa recebem 1,02 dólar a cada 1 dólar dos homens.
7. Profissional de mídias sociais — diferença de 1,9%
Um setor em expansão, e as mulheres saem na frente: 1,02 dólar para cada 1 dólar masculino.
8. Profissional de aconselhamento e educação para a saúde — diferença de 0,9%
Área voltada à orientação em saúde pública. Mulheres recebem 1,01 dólar a cada 1 dólar dos homens.
9. Profissional de supply chain — diferença de 0,8%
Na área de compras e cadeia de suprimentos, a diferença é pequena, mas favorável: 1,01 dólar para cada 1 dólar recebido por homens.
10. Coordenadora de negócios — diferença de 0,5%
Em funções de coordenação e gestão de negócios, mulheres também ficam à frente, com 1,01 dólar para cada 1 dólar.
11. Terapeuta — diferença de 0,5%
Fecha a lista a terapia, área em que as mulheres também ganham 1,01 dólar a cada 1 dólar dos colegas homens.
O que essas profissões em que mulheres ganham mais têm em comum?
Olhando para a lista, é possível observar um padrão. A maior parte das profissões envolve habilidades relacionais, como escuta ativa, comunicação, cuidado e negociação. São áreas que historicamente receberam menos investimento e reconhecimento — e que, agora, passam a ser mais valorizadas pelo mercado de trabalho.
Isso não significa que as mulheres devam se limitar a esses setores. Pelo contrário: o dado mostra que, onde habilidades socioemocionais são centrais, a presença feminina tende a ser reconhecida também financeiramente.
Vale a pena considerar essas carreiras?
A resposta depende muito do perfil de cada pessoa. Mas alguns pontos merecem atenção:
- Assistência social, terapia e saúde são carreiras com forte demanda no Brasil e no mundo.
- Comunicação e mídias sociais têm crescimento acelerado, especialmente com a digitalização dos negócios.
- Supply chain e compras são áreas cada vez mais estratégicas, com boas perspectivas de carreira.
- Pesquisa e consultoria médica exigem formação acadêmica sólida, mas oferecem boa remuneração.
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