A discussão sobre o futuro da escala 6×1 ganhou força e acendeu um debate sobre a qualidade de vida e produtividade no Brasil. Milhões de trabalhadores, especialmente nos setores de comércio e serviços, aguardam os desdobramentos de uma proposta que pode redefinir a semana de trabalho no país. Com avanços no Congresso Nacional, a pergunta que predomina em 2026 é: a mudança já tem data para acontecer?
Atualmente, o modelo que estabelece seis dias de trabalho para um de descanso ainda é a realidade para muitos. No entanto, uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) em tramitação busca alterar esse cenário, promovendo uma redução gradual da carga horária semanal para até 36 horas, sem que haja diminuição salarial.
Este ajuste abriria caminho para novas configurações, como a carga horária de 4×3 (quatro dias de trabalho por três de descanso), que já é testada por algumas empresas no país. Apesar do otimismo, o caminho para a aprovação definitiva ainda exige etapas. Entenda melhor!
Como funciona a escala 6×1 e por que ela está em discussão?

Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O regime de trabalho 6×1 determina que o funcionário trabalhe por seis dias consecutivos antes de ter direito a um dia de folga. Embora esteja em conformidade com o limite atual da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) de 44 horas semanais, esse modelo é frequentemente associado a um alto nível de desgaste físico e mental.
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Críticos argumentam que a carga horária limita o tempo para o convívio social, o descanso efetivo e o desenvolvimento pessoal, como estudos e lazer. É por essa razão que sindicatos e movimentos de trabalhadores defendem uma nova organização do tempo de trabalho, visando um maior equilíbrio entre a vida profissional e pessoal.
Qual o status da proposta que pode acabar com a escala 6×1?
O avanço mais relevante ocorreu no final de 2025, quando a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal aprovou o texto da PEC que propõe a redução da carga horária de trabalho. Este foi um passo inicial, mas decisivo para que o tema avançasse.
Contudo, a aprovação na CCJ não significa que a lei mudou. Em 2026, a proposta precisa passar por um processo legislativo mais longo:
- Votação no Senado: O texto precisa ser aprovado em dois turnos pelo plenário do Senado.
- Votação na Câmara dos Deputados: Após o Senado, a proposta segue para a Câmara, onde também precisa ser aprovada em dois turnos.
Somente após a aprovação em todas essas etapas e a subsequente promulgação é que a emenda constitucional passa a ter força de lei. O governo federal atual tem demonstrado apoio à medida, o que aumenta as chances de avanço da pauta ao longo do ano.
Se aprovada em 2026, quando a mudança entra em vigor?
Mesmo com a eventual aprovação da PEC em 2026, o fim da escala 6×1 não seria imediato. O texto da proposta prevê um período de transição para que as empresas possam se adaptar à nova realidade sem impactos abruptos.
A redução da carga horária seria implementada de forma progressiva. O plano começa com uma diminuição para 40 horas semanais no ano seguinte à promulgação, avançando gradualmente até atingir o patamar de 36 horas. Portanto, a extinção completa do modelo 6×1 como padrão seria sentida ao longo dos anos seguintes à aprovação da lei, e não de uma vez.
Enquanto a legislação não é alterada, a carga horária de seis dias por um de descanso continua válida. No entanto, o debate já inspira mudanças no mercado, com empresas se antecipando e testando modelos de trabalho mais flexíveis como um diferencial para atrair e reter talentos.
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Perguntas frequentes
1. A redução da carga horária de trabalho vai diminuir meu salário?
Não. A proposta de emenda à Constituição estabelece claramente que a redução da carga horária semanal deve ocorrer sem qualquer redução salarial para o trabalhador.
2. A mudança valerá para todos os trabalhadores com carteira assinada?
Sim, caso a PEC seja aprovada e promulgada, a nova regra de carga horária de trabalho se aplicará a todos os trabalhadores regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
3. Uma empresa pode se recusar a adotar a nova escala se a lei for aprovada?
Não. Uma vez que a mudança seja promulgada como uma emenda constitucional, ela passa a ter força de lei nacional e seu cumprimento se torna obrigatório para todas as empresas.












