Todo início de ano a mesma pergunta volta à cabeça de milhões de aposentados e pensionistas: o 13º do INSS será antecipado de novo? A dúvida faz sentido. Desde 2020, o governo federal vem adiantando o pagamento do abono anual para o primeiro semestre, mas o que pouca gente sabe é que essa antecipação não é automática — ela depende de um decreto presidencial publicado a cada ano.
Isso significa que, sem uma nova decisão oficial, o 13º simplesmente volta a ser pago no segundo semestre, como era antes da pandemia. Mas para entender o que vem por aí em 2026 e por que esse ano promete surpresas, vale conhecer como essa história começou e como ela evoluiu ao longo dos anos. Continue lendo para descobrir os detalhes que podem mudar tudo em 2026.
Quem tem direito ao 13º do INSS?
O abono anual é pago a todos os segurados e dependentes da Previdência Social que receberam, durante o ano, algum dos seguintes benefícios: aposentadoria (de qualquer modalidade), pensão por morte, auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença), auxílio-acidente e auxílio-reclusão.
Um ponto que gera confusão: idosos e pessoas com deficiência de baixa renda que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas) não têm direito ao 13º. Isso porque o BPC é um benefício assistencial, e não previdenciário.
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O 13º do INSS antes da pandemia: como funcionava o pagamento até 2019
Durante décadas, o 13º do INSS seguiu um modelo previsível: o pagamento era feito no segundo semestre, com a primeira parcela depositada entre agosto e setembro e a segunda entre novembro e dezembro. Esse era o calendário padrão, sem surpresas.
O valor acompanhava o benefício mensal do segurado: a primeira parcela correspondia a 50% do valor recebido no mês anterior, sem descontos. Já a segunda trazia o valor integral com os devidos abatimentos de Imposto de Renda, quando aplicável.
Entenda a linha do tempo da antecipação
Tudo mudou em 2020, quando a pandemia de covid-19 forçou o governo a buscar formas de injetar dinheiro rapidamente na economia. A antecipação do 13º do INSS foi uma dessas medidas — e, desde então, se repetiu todos os anos:

2020 — O ano em que tudo começou: diante da crise sanitária e econômica provocada pela pandemia, o governo antecipou pela primeira vez o pagamento para o primeiro semestre, com parcelas entre abril e junho. A medida foi vista como emergencial.
2021 — Pandemia ainda em curso: com a situação de saúde pública ainda grave, a antecipação foi mantida pelo segundo ano consecutivo, seguindo o mesmo modelo do ano anterior.
2022 — Terceiro ano seguido: as parcelas foram pagas entre abril e junho, consolidando a prática. Naquele ano, a antecipação injetou mais de R$ 56 bilhões na economia brasileira.
2023 — Continuidade no novo governo: já sob o governo Lula, a antecipação foi mantida, com parcelas depositadas entre maio e junho. O gesto sinalizou que a medida havia se tornado uma política recorrente, independentemente da gestão.
2024 — Quinto ano consecutivo: as parcelas foram antecipadas para abril e maio, reforçando a expectativa de que a prática viria para ficar — mesmo sem força de lei.
2025 — Recorde de beneficiários: no sexto ano seguido de antecipação, a primeira parcela foi paga entre 24 de abril e 8 de maio, e a segunda entre 26 de maio e 6 de junho. O pagamento injetou R$ 73,3 bilhões na economia e beneficiou 34,2 milhões de pessoas.
E para 2026? O que se sabe até agora
O pagamento do 13º salário dos segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em 2026 deve manter o modelo de antecipação adotado nos últimos anos, com liberação das parcelas ainda no primeiro semestre.
A proposta em elaboração no Ministério da Previdência Social (MPS) prevê o depósito em duas etapas, nas folhas de abril e maio. Além de facilitar o planejamento financeiro de aposentados e pensionistas, a medida costuma impulsionar a economia ao injetar bilhões de reais já nos primeiros meses do ano.
Se confirmada, a primeira parcela será paga entre 24 de abril e 8 de maio, conforme o número final do benefício (desconsiderando o dígito verificador).
Para quem recebe até 1 salário mínimo
- Final 1 — 24 de abril
- Final 2 — 27 de abril
- Final 3 — 28 de abril
- Final 4 — 29 de abril
- Final 5 — 30 de abril
- Final 6 — 4 de maio
- Final 7 — 5 de maio
- Final 8 — 6 de maio
- Final 9 — 7 de maio
- Final 0 — 8 de maio
Para quem recebe acima de 1 salário mínimo
- Finais 1 e 6 — 4 de maio
- Finais 2 e 7 — 5 de maio
- Finais 3 e 8 — 6 de maio
- Finais 4 e 9 — 7 de maio
- Finais 5 e 0 — 8 de maio
Para que o calendário seja oficializado, é necessária a publicação de um decreto presidencial autorizando o adiantamento. Seguindo o padrão adotado nos últimos anos, a definição costuma ocorrer até o início de abril. Caso isso não aconteça, o pagamento retorna ao modelo tradicional, com liberação das parcelas no segundo semestre.
Por isso, a orientação é clara: o segurado deve acompanhar os anúncios oficiais e evitar contar com datas que ainda não foram confirmadas por decreto.
O Blog Pensar Cursos acompanha de perto todas as movimentações sobre o 13º do INSS e outros benefícios que impactam diretamente a vida de milhões de brasileiros. Para não perder a confirmação do calendário de 2026 e outras informações essenciais sobre seus direitos, continue navegando pelo portal.
Confira mais detalhes sobre a antecipação do 13° salário em 2026:













