A expectativa sobre a possível antecipação do 13º salário do INSS para 2026 mobiliza milhões de aposentados, pensionistas e outros segurados. A medida, que se tornou recorrente nos últimos anos, representa um adiantamento de recursos que pode injetar cerca de R$ 78 bilhões na economia brasileira ainda no primeiro semestre. Essa decisão impacta diretamente o planejamento financeiro de mais de 35 milhões de beneficiários.
Embora o governo federal ainda avalie a proposta, as discussões indicam um cronograma de pagamento para os meses de abril e maio. Mas você sabe exatamente como o valor de cada parcela é definido e o que pode ser descontado? Confira a seguir todos os detalhes sobre o valor.
Como o pagamento do 13º do INSS é calculado e dividido?

Imagem: Blog Pensar Cursos
O abono anual da Previdência Social é tradicionalmente pago em duas parcelas. A forma de cálculo e o que incide sobre cada uma delas são diferentes, o que gera dúvidas em muitos beneficiários. O valor da primeira parcela do 13º salário do INSS 2026 já está definido, conceitualmente, enquanto a segunda depende de outros fatores.
A regra é clara: a primeira parcela corresponde a exatamente 50% do valor do benefício mensal que o segurado recebe, sem qualquer tipo de desconto. Se um aposentado recebe R$ 2.000,00 por mês, sua primeira parcela do 13º será de R$ 1.000,00.
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Já a segunda parcela corresponde aos 50% restantes, mas é sobre este valor que incidem os descontos, como o Imposto de Renda (IR), se o beneficiário não estiver na faixa de isenção. Por isso, o valor depositado na segunda etapa pode ser menor que o da primeira. Quem recebe até R$ 5.000,00, com as novas regras de isenção, não terá o desconto do IR.
Quem tem direito ao abono anual do INSS?
O direito ao 13º salário do INSS é garantido para a maioria dos segurados e dependentes da Previdência Social que receberam benefícios ao longo do ano. É importante verificar se o seu benefício está na lista dos elegíveis. Têm direito ao abono quem recebe:
- Aposentadoria (qualquer modalidade);
- Pensão por morte;
- Auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença);
- Auxílio-acidente;
- Auxílio-reclusão.
Por outro lado, benefícios de caráter assistencial não dão direito ao 13º salário. É o caso do Benefício de Prestação Continuada (BPC), destinado a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda, e da Renda Mensal Vitalícia.
Calendário previsto e datas de pagamento em 2026
A proposta em análise pelo governo federal prevê a antecipação do pagamento para o primeiro semestre, seguindo o padrão dos anos anteriores. Se confirmada por decreto presidencial, a liberação dos valores ocorrerá junto com a folha de pagamento mensal do INSS.
O cronograma estimado é:
- Primeira parcela (50%): pagamentos entre os últimos dias de abril e o início de maio de 2026.
- Segunda parcela (50% com descontos): pagamentos entre os últimos dias de maio e o início de junho de 2026.
O calendário segue a ordem de pagamento habitual do INSS, organizado pelo número final do cartão de benefício (sem considerar o dígito verificador). Primeiro recebem aqueles com benefício de até um salário mínimo e, em seguida, os que ganham acima do piso nacional.
Consulta e segurança: como se proteger de golpes
Com a proximidade dos pagamentos, aumenta o risco de golpes. É fundamental que os beneficiários fiquem atentos. O INSS nunca entra em contato por telefone, e-mail ou WhatsApp para solicitar dados pessoais, senhas ou fotos de documentos para liberar o pagamento do 13º salário.
Toda a consulta de valores e datas deve ser feita exclusivamente pelos canais oficiais:
- Site ou aplicativo Meu INSS: Acesse o site ou aplicativo (Android ou iOS) com seu login Gov.br e selecione a opção “Extrato de Pagamento” para visualizar todos os detalhes.
- Central Telefônica 135: O atendimento funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h.
Desconfie de qualquer oferta de ajuda para “adiantar” o benefício mediante pagamento de taxas. A antecipação, se ocorrer, será feita de forma automática pelo governo para todos os segurados elegíveis.
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