O que você lê no noticiário hoje pode ser exatamente o que vai cair na sua prova daqui a alguns meses!
O 1º trimestre de 2026 foi intenso. Conflitos geopolíticos, crises energéticas, catástrofes climáticas e movimentações políticas que sacudiram o mundo todo — e boa parte disso tem tudo para aparecer nas provas do Enem e dos principais vestibulares do país.
Se você está estudando para o Enem ou para um vestibular, preste atenção — o que você vai ler a seguir pode aparecer na sua próxima prova.
Por que atualidades importam tanto para o Enem
Muita gente comete um erro clássico na preparação para o Enem: fica tão focada em fórmulas e conteúdos do livro didático que esquece de olhar pela janela. O exame não cobra só o que está nos cadernos — ele quer saber se você consegue relacionar o que aprendeu com o que está acontecendo no mundo.
Uma questão de Geografia pode começar com uma crise de petróleo no Oriente Médio. Uma redação pode pedir reflexão sobre soberania nacional ou democracia. Uma questão de Biologia pode trazer dados recentes sobre aquecimento global. O ponto de partida é sempre a realidade — e quem acompanha o noticiário sai na frente.
Como estudar atualidades do jeito certo
Antes de entrar nos temas, vale um aviso importante: não adianta sair lendo manchete atrás de manchete sem parar para pensar. O que o vestibular realmente quer não é que você saiba datas e nomes de cor — é que você entenda o contexto por trás dos acontecimentos e consiga conectá-los com os conteúdos do edital.
Quando você lê sobre a intervenção dos Estados Unidos na Venezuela, por exemplo, a prova não vai perguntar o dia exato da operação. Ela vai querer saber o que é a Doutrina Monroe, como funciona o Conselho de Segurança da ONU ou por que as relações entre os dois países chegaram a esse ponto. Esse é o exercício que transforma a leitura do noticiário em ponto extra na prova.
Agora, confira os 5 acontecimentos do 1º trimestre de 2026 que têm maior chance de aparecer nas suas provas — e entenda por que cada um deles importa.
1. A intervenção dos Estados Unidos na Venezuela
No dia 3 de janeiro de 2026, os Estados Unidos realizaram uma operação militar na Venezuela que resultou na captura do então presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cília Flores. Ambos foram levados presos aos EUA. O episódio provocou reações em todo o mundo e reabriu um debate antigo sobre os limites da intervenção estrangeira e o respeito ao direito internacional.
Com a saída de Maduro, a vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu o governo e, embora mantenha a mesma orientação política, a transição abriu caminho para maior abertura entre os dois países.
Para as provas, vale revisar o histórico de tensões entre Venezuela e EUA, o que é a Doutrina Monroe e qual o papel da ONU diante de conflitos envolvendo grandes potências.
2. A guerra entre EUA, Israel e Irã
Se em 2025 as tensões já davam sinais claros de escalada, em 2026 o conflito se tornou realidade. A partir de 28 de fevereiro, ataques coordenados entre Estados Unidos e Israel contra o Irã marcaram o início de uma guerra aberta. O confronto resultou na morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, aprofundando ainda mais a instabilidade na região.
Nas provas, o foco raramente recai sobre datas específicas. O que costuma ser cobrado são os interesses geopolíticos que estão por trás do conflito: o papel do petróleo, o histórico de intervenções ocidentais no Oriente Médio e as semelhanças com outras situações da região, como as guerras no Afeganistão e no Iraque.
A Revolução Iraniana de 1979 também é um ponto de partida frequente para questionar as raízes do desgaste nas relações entre Irã e Ocidente.
3. O Estreito de Ormuz e a geopolítica do petróleo
Pouco mencionado no dia a dia, o Estreito de Ormuz ganhou destaque mundial com a escalada do conflito no Irã. Trata-se da única saída marítima do Golfo Pérsico — e por esse corredor passa cerca de 20% de todo o petróleo consumido no planeta, além de grandes volumes de gás natural.
O Irã controla esse ponto estratégico, e qualquer ameaça de fechamento da rota tem impacto imediato nos preços dos combustíveis em escala global, incluindo gasolina e diesel no Brasil. Para o vestibular, esse tema conecta Geografia, Economia e Geopolítica de forma bastante direta. Vale entender como a dependência energética de diferentes países os torna vulneráveis a crises externas — e por que a soberania sobre recursos energéticos é tão disputada.
4. A nova Estratégia de Segurança Nacional dos Estados Unidos

Em dezembro de 2025, o governo de Donald Trump divulgou um novo documento orientando a política externa americana, com foco explícito na retomada da influência dos EUA sobre a América Latina. O texto dialoga diretamente com a Doutrina Monroe, formulada em 1823, que preconizava que a América deveria estar livre de interferências europeias — mas, que, na prática, serviu historicamente como justificativa para o intervencionismo norte-americano no continente.
Na prática, essa nova postura já produziu consequências concretas. Além da operação na Venezuela, os EUA endureceram as sanções contra Cuba, impedindo a chegada de petróleo à ilha. O resultado é uma crise energética severa que coloca o país à beira de uma crise humanitária.
Para o Enem, esse tema tem potencial para questões que discutam soberania nacional, relações de poder entre países e os desdobramentos históricos da influência americana na região.
5. Aquecimento global e os legados da COP30
O relatório “Estado do Clima Global 2025”, divulgado pela ONU em março de 2026, confirmou o que os cientistas já alertavam: a última década foi a mais quente de que se tem registro. O dado reforça a urgência das discussões climáticas e ajuda a explicar a frequência crescente de eventos extremos — nevascas atípicas na América do Norte, ondas de calor na Europa e chuvas intensas em diversas partes do mundo.
A COP30, realizada no Brasil em novembro de 2025, ainda repercute nas provas deste ano. A conferência gerou propostas como o Pacote de Belém, voltado para a transição energética, e o Fundo Florestas Tropicais para Sempre, que busca remunerar países pela conservação de suas florestas. Mas, o evento também foi alvo de críticas, especialmente pela ausência de medidas mais firmes para reduzir o uso de combustíveis fósseis.
Esse debate entre avanços e limitações é exatamente o tipo de análise que o Enem gosta de explorar.
O segredo está em estudar com qualidade, não com quantidade
Não adianta tentar acompanhar tudo ao mesmo tempo. O que faz diferença na prova é entender bem os temas certos — saber de onde vieram, para onde foram e o que revelam sobre o mundo em que vivemos.
Selecione boas fontes, leia com atenção, anote conexões com o que você já estudou e pratique explicar os temas com suas próprias palavras. Esse exercício simples é um dos mais poderosos na preparação para o Enem.
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Estudar os temas certos pode ser a diferença entre uma nota comum e uma pontuação que abre portas de verdade. E por falar nisso: você sabia que uma boa nota no Enem pode valer até R$ 10 mil? Assista ao vídeo abaixo e entenda todas as vantagens de se sair bem no exame — pode ser mais do que você imagina!














