Eletricistas em torres de alta tensão, policiais em confrontos armados, enfermeiros expostos a doenças infecciosas. Essas são apenas algumas das profissões perigosas que colocam milhares de brasileiros em risco diariamente. Dados do Ministério do Trabalho apontam que o país registrou mais de 380 mil acidentes de trabalho apenas no primeiro semestre de 2025, resultando em quase 1.700 mortes. O número representa uma média de 7 óbitos por dia.
Embora o nível de risco varie conforme a função exercida, certas ocupações expõem os trabalhadores a ameaças que podem causar afastamentos temporários, definitivos ou até mesmo levar à perda de vidas. Mesmo com avanços em equipamentos de proteção e fiscalizações de segurança, algumas profissões continuam sendo consideradas extremamente perigosas no Brasil.
Quais são as profissões mais perigosas do Brasil em 2026?
Diversas ocupações exigem que os trabalhadores enfrentem riscos à sua integridade física todos os dias. Algumas dessas funções oferecem remunerações acima da média, geralmente impulsionadas por adicionais de periculosidade. Porém, sua execução depende de conhecimentos avançados, proteção adequada e muita coragem.
Eletricistas de alta tensão
Trabalhar com eletricidade, especialmente em redes de alta tensão, representa uma das atividades mais arriscadas. Além dos perigos oferecidos pela própria eletricidade, muitos desses profissionais atuam em locais de difícil acesso. Torres de energia e postes elevados aumentam significativamente o risco de quedas graves.
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A Organização Internacional do Trabalho (OIT) classifica essa profissão entre as mais perigosas do mundo. Mesmo utilizando Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) como capacetes, luvas e botas isolantes, choques elétricos podem ser fatais.
Trabalhadores da construção civil
A construção civil lidera os rankings de acidentes de trabalho no país há vários anos. Pedreiros e mestres de obra enfrentam diariamente os seguintes riscos:
- Exposição a poeira e produtos químicos
- Manuseio de ferramentas perigosas
- Risco de quedas em altura
- Estruturas frágeis e instáveis
- Lesões por esforço repetitivo
A falta de treinamento adequado e o uso incorreto de EPIs agravam ainda mais o cenário. Segundo dados oficiais, a construção civil está entre os setores de maior número de óbitos por acidentes laborais.
Profissionais de segurança pública e privada
Policiais, militares e vigilantes patrimoniais podem ser alvos de diversos perigos em sua rotina. Combates físicos e, em alguns casos, trocas de tiro fazem parte do cotidiano dessas categorias. O risco de fatalidades devido à violência coloca esses trabalhadores entre os mais vulneráveis.
Além dos perigos físicos, profissionais da segurança também enfrentam impactos na saúde mental. Ansiedade, estresse crônico e síndrome de burnout são transtornos frequentes nessa área.
Profissões perigosas na área da saúde
Médicos, enfermeiros e técnicos
O contato com pacientes nas mais variadas condições expõe médicos, enfermeiros e outros trabalhadores do setor a ameaças diárias. O manuseio de objetos perigosos, como agulhas e bisturis, aumenta o risco de acidentes perfurocortantes e contaminações.
Exposição a doenças infecciosas, radiação e jornadas excessivas de trabalho são fatores que colocam essa categoria em posição de vulnerabilidade constante. Dados recentes mostram que afastamentos por problemas de saúde mental entre profissionais da saúde aumentaram 134% nos últimos dois anos.
Agentes penitenciários e seus riscos diários
O ambiente carcerário brasileiro é um dos mais perigosos para se trabalhar. Para manter a ordem em presídios, agentes penitenciários precisam lidar com detentos que podem ser extremamente violentos.
Rebeliões, motins e tentativas de fuga fazem parte da realidade desses profissionais. A superlotação das unidades prisionais brasileiras agrava ainda mais os riscos enfrentados por essa categoria.

Motoristas de caminhão enfrentam dupla ameaça
Além do risco constante de acidentes de trânsito, motoristas de caminhão ainda podem lidar com assaltos e roubos de carga. Longas jornadas atravessando regiões perigosas expõem esses trabalhadores a situações de perigo frequentes.
O cansaço provocado por viagens extensas, as más condições das estradas brasileiras e o tráfego intenso agravam os perigos dessa profissão. O transporte rodoviário figura entre os setores com maior incidência de acidentes no país.
Trabalhadores rurais e a exposição a agrotóxicos
Longe de ser tranquila, a atuação nos campos expõe agricultores a perigos diversos. O contato com agrotóxicos representa uma das principais ameaças, podendo causar intoxicações e doenças graves.
Outros riscos enfrentados por trabalhadores rurais incluem:
- Operação de máquinas agrícolas pesadas
- Exposição prolongada à radiação solar
- Risco de câncer de pele
- Acidentes com animais peçonhentos
- Falta de acesso a cuidados médicos imediatos
Adicional de periculosidade: quanto o trabalhador recebe?
Trabalhadores que exercem profissões perigosas têm direito ao adicional de periculosidade. O benefício equivale a 30% sobre o salário-base e está previsto no artigo 193 a 196 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
Atividades que garantem esse direito incluem trabalho com explosivos, inflamáveis, eletricidade, radiações ionizantes e segurança patrimonial. O adicional deve ser pago enquanto o profissional estiver exposto ao risco.
Como proteger funcionários que exercem profissões perigosas?
Com o passar dos anos, diversos recursos foram desenvolvidos para amenizar os riscos de muitas ocupações. Os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e as fiscalizações de segurança são fundamentais nesse processo.
Além disso, trabalhadores precisam passar por treinamentos periódicos para reforçar procedimentos e, consequentemente, aumentar sua proteção. As empresas devem investir em:
- Fornecimento de EPIs adequados para cada função
- Capacitações regulares sobre segurança
- Inspeções frequentes nos ambientes de trabalho
- Cumprimento das Normas Regulamentadoras (NRs)
- Programas de prevenção a acidentes
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