O governo federal oficializou o novo valor do salário mínimo para 2026, que passa a ser de R$ 1.621,00. O reajuste de 6,79%, que representa um aumento de R$ 103 em relação ao piso anterior, está em vigor desde 1º de janeiro e impacta diretamente a vida de milhões de brasileiros. Mas o que essa mudança significa, na prática, para quem recebe benefícios como o seguro-desemprego e o abono salarial PIS/Pasep? O reajuste redefine os valores de diversos benefícios sociais e trabalhistas, exigindo atenção dos cidadãos.
Publicado em decreto no final de dezembro de 2025, o novo piso nacional serve como referência para aposentadorias, pensões, auxílios e outros pagamentos. O valor diário correspondente passa a ser de R$ 54,04, enquanto o valor por hora de trabalho é agora de R$ 7,37. A seguir, confira como essa atualização afeta alguns pagamentos.
Reajuste direto ao seguro-desemprego
Para o trabalhador com carteira assinada que foi demitido sem justa causa, o reajuste do piso nacional traz uma garantia: o valor mínimo da parcela do seguro-desemprego passa a ser de R$ 1.621,00 em 2026. Ninguém que tenha direito ao benefício receberá um valor inferior a este.
Desde o dia 12 de janeiro, os trabalhadores demitidos sem justa causa passaram a receber um seguro-desemprego maior, com a tabela das faixas salariais ajustada em 3,9%, conforme o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 2024. Com essa correção, o valor máximo da parcela do seguro-desemprego será de R$ 2.518,65, um aumento de R$ 94,54 em relação ao valor anterior de R$ 2.424,11.
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Imagem: Pensar Cursos
Abono salarial PIS/Pasep: Novos valores e regras
O abono salarial PIS/Pasep também é diretamente influenciado pelo novo piso. Em 2026, o valor do benefício, que é pago a trabalhadores dos setores público e privado, variará entre R$ 135,08 (correspondente a um mês de trabalho no ano-base) e o valor integral de R$ 1.621,00 (para quem trabalhou os 12 meses).
Em 2026, o critério de renda máxima para acesso ao benefício foi alterado: em vez de ser reajustado conforme o salário mínimo, o teto será corrigido apenas pela inflação (INPC). Essa mudança restringe o acesso ao benefício, direcionando-o para trabalhadores com rendas cada vez mais baixas.
O calendário de pagamento do abono, referente ao ano-base de 2024, tem início previsto para 15 de fevereiro de 2026.
Confira:
| Nascidos em | Data de pagamento |
|---|---|
| Janeiro | A partir de 15 de fevereiro |
| Fevereiro | A partir de 15 de março |
| Março e Abril | A partir de 15 de abril |
| Maio e Junho | A partir de 15 de maio |
| Julho e Agosto | A partir de 15 de junho |
| Setembro e Outubro | A partir de 15 de julho |
| Novembro e Dezembro | A partir de 15 de agosto |
Reajustes em benefícios do INSS e BPC
Aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que recebem o piso previdenciário terão seus benefícios automaticamente atualizados para R$ 1.621,00. Esse reajuste vale para aposentadorias, auxílios e pensões que têm o piso nacional como referência.
Da mesma forma, o Benefício de Prestação Continuada (BPC), destinado a idosos a partir de 65 anos e pessoas com deficiência de baixa renda, também sobe para R$ 1.621,00. A elegibilidade para o BPC depende da renda familiar por pessoa, que não pode ultrapassar 25% do salário mínimo. Com o novo valor, esse limite de renda per capita passa a ser de R$ 405,25 por membro da família.
Outros programas afetados pelo reajuste
A atualização do valor do piso nacional vai além dos benefícios mais conhecidos. Ele serve de base para o cálculo de diversos outros programas e obrigações. Por exemplo, os critérios de renda para inscrição e permanência no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) são redefinidos.
O seguro-defeso, pago a pescadores artesanais durante o período em que a pesca é proibida, também tem seu valor mínimo fixado em R$ 1.621,00. Além disso, o valor da hora de trabalho para contratos intermitentes é calculado com base no novo piso salarial.
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Perguntas frequentes
1. A mudança na regra do abono salarial já afeta o pagamento de 2026?
Sim. A nova regra, que desvincula o teto de renda do reajuste do piso nacional e o corrige apenas pela inflação, já se aplica aos critérios de elegibilidade para o benefício pago em 2026.
2. Quem recebe mais de um salário mínimo de aposentadoria também terá reajuste?
Sim, mas o reajuste é diferente. Benefícios do INSS acima do piso são corrigidos anualmente com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

















