A emissão da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) tem gerado muitas dúvidas entre as famílias brasileiras. Afinal, existe obrigação imediata para substituir o antigo Registro Geral (RG)? Quem deve emitir o novo documento e onde isso é feito?
Abaixo, veja o que já está vigente, quem deve providenciar a CIN com prioridade, quais datas devem ser observadas para evitar contratempos, e esclareça todas as suas dúvidas.
O que é a nova CIN?
A CIN adota o CPF como número único de identificação. Antigamente, uma pessoa podia possuir registros distintos em cada estado brasileiro, totalizando até 27 números diferentes. Isso dificultava a gestão de dados e abria brechas para fraudes. Agora, a CIN centraliza todos os dados — e pode ser emitida tanto em formato físico quanto digital.
Com o CPF como referência principal, a identificação torna-se mais ágil para órgãos públicos, bancos, empresas e hospitais. O novo documento vem com recursos de segurança aprimorados, como o código MRZ (igual ao usado nos passaportes), o que garante autenticidade e facilita o reconhecimento internacional, inclusive nos países do Mercosul.
Quem pode emitir o novo documento?
Brasileiros de qualquer idade podem solicitar a primeira via gratuitamente. Para crianças e adolescentes, pais ou responsáveis legais precisam acompanhar e apresentar a documentação correspondente.
Principais benefícios da CIN
- Reunificação dos dados: elimina registros múltiplos por estado.
- Disponível na versão digital: acesso fácil pelo aplicativo Gov.br.
- Facilita viagens entre países do Mercosul: conta com o código MRZ.
- Maior proteção contra fraudes: tecnologias de segurança avançadas.
- Primeira via gratuita: sem custos para todos os brasileiros.
- Validade nacional: o documento é aceito em qualquer estado brasileiro.
Quando trocar o RG pela CIN?
Em 2026, todos os estados já emitem a CIN e o sistema estará integrado nacionalmente. Apesar disso, o RG antigo seguirá sendo aceito até 2032 na maioria das situações, conforme informações do Governo Federal. Os brasileiros, portanto, têm bastante tempo para atualizar seus documentos.
Como solicitar a nova CIN?
A emissão ocorre nos postos dos Institutos de Identificação estaduais ou do Distrito Federal, geralmente por agendamento online no site do governo local. No dia marcado, é preciso apresentar os documentos obrigatórios e seguir as instruções para coleta de dados biométricos e foto.
Documentos necessários para atualizar o RG
Leve consigo:
- Certidão de nascimento ou de casamento, original e legível;
- Cópia ou número do CPF (quando informado na certidão basta informar);
- Comprovante de residência atualizado;
- Se houver alterações de nome ou parentesco, apresentar os documentos correspondentes.
Validade da nova CIN
A validade da CIN depende da faixa etária:
- 0 a 12 anos incompletos: 5 anos.
- 12 a 60 anos: 10 anos.
- 60 anos ou mais: a validade é indeterminada.
Como acessar a versão digital?
Para aqueles que precisam sair de casa com apenas o celular como documento, a versão digital da identidade pode ser a solução mais prática, desde que todas as etapas oficiais sejam seguidas.

A versão física da nova identidade é entregue pessoalmente ou enviada por correio; já o modelo digital fica disponível quase que imediatamente no seu aplicativo Gov.br. A versão digital tem a mesma validade legal do documento impresso.
Passos para ativar a versão digital
- Abra o aplicativo Gov.br e faça login;
- Entre na área “Carteira de documentos”;
- Escolha a opção “Adicionar novo documento”;
- Selecione “Carteira de Identidade” ou “Carteira de Identidade Nacional (CIN)”.
Casos em que a troca pelo novo modelo pode ser antecipada
Embora o RG antigo ainda seja aceito até 2032, algumas demandas exigem a apresentação da CIN com mais rapidez. Exemplos de situações em que é recomendada a emissão antecipada:
- Solicitação de aposentadoria ou benefícios sociais;
- Prova de vida no INSS;
- Operações bancárias com validação biométrica.
Nesses cenários, ter a CIN pode ser determinante para garantir autenticação e facilidade de acesso aos serviços.
Para acompanhar novidades e detalhes sobre as atualizações documentais, acesse regularmente os portais oficiais do Governo Federal e dos estados. Em caso de dúvida específica, procure pessoalmente os órgãos emissores ou utilize os canais digitais.
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Aproveite para assistir ao vídeo abaixo e saiba mais detalhes sobre a substituição do antigo RG:














