Cerca de 45 milhões de brasileiros já emitiram a nova Carteira de Identidade, e o número não para de crescer. A Carteira de Identidade Nacional (CIN), lançada em 2022, trouxe uma proposta que afeta diretamente a vida de todos: unificar o documento em todo o país, usando o CPF como número único de identificação.
Quem ainda tem o RG antigo precisa ficar atento, já que o prazo para a troca vai até 28 de fevereiro de 2032. A partir dessa data, somente a CIN será aceita como documento de identidade no Brasil. Mas o que realmente mudou? Como emitir o novo documento? E quais são as vantagens em relação ao modelo anterior?
O que é a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN)
A nova Carteira de Identidade é o documento oficial que substitui o antigo Registro Geral (RG). Seu diferencial está na padronização: o mesmo modelo vale em todos os estados brasileiros, algo que não acontecia antes.
CPF como número único
O CPF passou a ser o único número de identificação no documento. Antes, cada estado emitia um RG com numeração própria. Isso permitia que uma mesma pessoa tivesse até 27 números diferentes de RG. Com a CIN, essa possibilidade deixa de existir.
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Formato físico e digital
O documento está disponível em versão física (papel ou cartão de policarbonato) e também em versão digital, acessível pelo aplicativo Gov.br. Ambas as versões possuem a mesma validade legal em todo o território nacional.
Principais mudanças da nova Carteira de Identidade
A CIN trouxe atualizações que vão além do layout. Confira as principais:
- QR Code de segurança: permite a verificação da autenticidade do documento por qualquer pessoa, em tempo real
- Zona de leitura por máquina (MRZ): padrão semelhante ao dos passaportes, facilitando o uso em viagens a países do Mercosul
- Biometria completa: coleta das digitais dos dez dedos e reconhecimento facial
- Inclusão de outros documentos: é possível adicionar números da CNH, Título de Eleitor, Carteira de Trabalho, Certificado Militar e PIS/PASEP
A CIN vale para viagens internacionais?
Sim, mas com limitações. O código MRZ permite que a nova Carteira de Identidade seja usada como documento de viagem em países do Mercosul, como Argentina, Uruguai e Paraguai. Porém, a CIN não substitui o passaporte para destinos fora do bloco.
Validade da nova Carteira de Identidade por faixa etária
Diferentemente do RG antigo, que não tinha prazo padronizado, a CIN possui validade definida conforme a idade do titular na data de emissão:
- 0 a 12 anos incompletos: validade de 5 anos
- 12 a 60 anos incompletos: validade de 10 anos
- A partir de 60 anos: validade indeterminada
Esses prazos existem para manter a biometria e a foto do cidadão atualizadas, garantindo mais segurança na identificação.

Até quando o RG antigo continua válido
O documento antigo segue aceito até 28 de fevereiro de 2032, conforme o Decreto Federal nº 10.977/2022. Após essa data, apenas a CIN, a CNH e o passaporte serão reconhecidos como documentos de identidade no Brasil.
Portanto, não há urgência para a troca imediata. O período de transição permite que a população se organize. Ainda assim, é recomendável não deixar para a última hora.
Como emitir a nova Carteira de Identidade: passo a passo
A primeira via da nova Carteira de Identidade é gratuita. O processo é simples e exige poucos documentos:
Documentos necessários
- Certidão de nascimento (solteiros) ou de casamento (casados, divorciados ou viúvos) — original
- CPF regularizado junto à Receita Federal
- Comprovante de residência
Onde e como solicitar
- Agende o atendimento no site do Instituto de Identificação do estado ou em postos como o Poupatempo (SP)
- Compareça no dia agendado com os documentos
- Realize a coleta biométrica (foto, digitais e assinatura digital)
- Aguarde a emissão — o prazo varia entre 10 e 22 dias úteis, dependendo do estado
Após receber a versão física, basta acessar o aplicativo Gov.br para ativar a CIN digital.
A nova Carteira de Identidade é mais segura?
Segundo levantamento da Serasa Experian divulgado em 2025, a CIN é até 10 vezes menos suscetível a fraudes do que o RG tradicional. Os dados indicam que 86,9% das transações validadas com a CIN não apresentaram nenhum risco de fraude.
A tecnologia blockchain utilizada para sincronizar dados com a Receita Federal e o QR Code de verificação são os grandes responsáveis por esse avanço na proteção do documento.
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Para mais informações sobre a emissão da CIN, veja o vídeo a seguir:
















