Você vai cursar o ensino médio este ano ou já está estudando e quer saber como garantir o auxílio financeiro do governo federal? O programa Pé-de-Meia foi criado para apoiar sua trajetória educacional, oferecendo um incentivo que pode chegar a R$ 9,2 mil ao final dos três anos.
O programa funciona como uma poupança educacional e os pagamentos são divididos em diferentes modalidades: um incentivo pela matrícula, depósitos mensais pela frequência, um bônus anual pela aprovação e um valor extra pela participação no Enem.
Mas para assegurar sua participação e receber os valores previstos para o Pé-de-Meia 2026, é fundamental estar atento a 3 requisitos básicos. Continue sua leitura e veja quais são eles!
O que é e como funciona o programa Pé-de-Meia?
O Pé-de-Meia é uma iniciativa de incentivo financeiro-educacional destinada a estudantes de baixa renda matriculados no ensino médio da rede pública. O principal objetivo é promover a permanência e a conclusão dos estudos, oferecendo um suporte financeiro que ajuda a reduzir as desigualdades sociais e a estimular a mobilidade social entre os jovens.
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A estrutura de pagamentos foi pensada para recompensar o esforço contínuo do estudante. Veja como os valores são distribuídos ao longo dos três anos do ensino médio:
- Incentivo-Matrícula: R$ 200, pago uma vez por ano, no ato da matrícula.
- Incentivo-Frequência: R$ 1.800 por ano, divididos em parcelas mensais de R$ 200, pagas ao longo de nove meses. Para receber, o aluno precisa ter uma frequência mínima de 80% das horas letivas.
- Incentivo-Conclusão: R$ 1.000 ao final de cada ano concluído com aprovação. Este valor fica depositado em uma poupança e só pode ser sacado após a formatura.
- Incentivo-Enem: R$ 200, pago uma única vez aos estudantes do 3º ano que participarem dos dois dias de aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM).
Somando todos os incentivos, o valor total chega a R$ 9.200 por aluno ao longo de toda a etapa de ensino.
Os 3 requisitos para garantir seu benefício

A participação no programa é, em grande parte, automática. O governo cruza dados das redes de ensino com o Cadastro Único. No entanto, o estudante precisa garantir que três condições estejam em ordem para que o processo flua sem impedimentos.
1. Estar matriculado no ensino médio da rede pública
O primeiro critério é ser aluno do ensino médio em uma escola da rede pública, seja ela federal, estadual, distrital ou municipal. O simples ato de efetivar a matrícula no início do ano letivo já qualifica o estudante para receber a primeira parcela de R$ 200.
2. Possuir um CPF válido e regularizado
O Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) é o documento de identificação do cidadão perante a Receita Federal e é indispensável para o Pé-de-Meia. A Caixa Econômica Federal abrirá uma conta digital em nome do estudante, e para isso, o CPF é obrigatório.
Caso o aluno ainda não possua o documento ou esteja com alguma pendência, é necessário regularizar a situação. A inscrição pode ser feita online, no portal da Receita Federal. Certifique-se de que o número do CPF informado na matrícula escolar seja exatamente o mesmo que consta no cadastro da família.
3. Estar inscrito e com dados atualizados no CadÚnico
O Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) é a porta de entrada para diversos benefícios sociais do governo, incluindo o Pé-de-Meia. A prioridade inicial do programa é para estudantes de famílias que já recebem o Bolsa Família, o que significa que já estão no CadÚnico. Contudo, é fundamental que os dados da família, e principalmente do estudante, estejam sempre atualizados.
Qualquer divergência entre as informações registradas na escola (como nome completo e CPF) e as que constam no CadÚnico pode bloquear o pagamento. A atualização deve ser feita em um CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) do município.
Atenção: como evitar problemas?
O processo de pagamento do Pé-de-Meia depende de um fluxo de dados contínuo entre a escola, a rede de ensino, o Ministério da Educação (MEC) e a Caixa. Entender esse caminho ajuda a identificar e resolver possíveis falhas.
Primeiro, a escola envia os dados de matrícula e frequência mensal do aluno para a secretaria de educação. Em seguida, esses dados são repassados ao MEC, que os cruza com as informações do CadÚnico para validar a elegibilidade. Se tudo estiver correto, o MEC autoriza a Caixa a efetuar o pagamento.
O estudante pode acompanhar todo o processo pelo aplicativo Jornada do Estudante. Se notar alguma inconsistência, como um erro nos dados pessoais ou na frequência, o primeiro passo é procurar a secretaria da sua escola para solicitar a correção. Se o problema for no CadÚnico, a família deve ir ao Centro de Referência de Assistência Social (CRAS). Em caso de pendências bancárias, o contato deve ser feito diretamente com a Caixa Econômica Federal.
Não manter a frequência escolar pode suspender o pagamento
Manter a frequência escolar acima de 80% é fundamental. Caso a presença caia abaixo desse patamar, os pagamentos mensais são suspensos, mas podem ser retomados assim que a frequência mínima for restabelecida nos meses seguintes. Para estudantes menores de idade, um responsável legal precisa autorizar a movimentação da conta no aplicativo Caixa Tem ou diretamente em uma agência.
Ficou com alguma dúvida sobre o programa? Confira mais informações em outros conteúdos do Pensar Cursos.
Perguntas frequentes
Estudantes da EJA (Educação de Jovens e Adultos) podem participar?
Sim. Estudantes da modalidade EJA, com idade entre 19 e 24 anos e que atendam aos demais critérios de elegibilidade (rede pública e CadÚnico), também têm direito ao benefício.
Preciso abrir uma conta na Caixa para receber o benefício?
Não. A Caixa Econômica Federal abrirá uma conta digital do tipo poupança social, de forma automática e gratuita, em nome do estudante elegível, assim que ele for confirmado no programa.
O que acontece se minha frequência escolar ficar abaixo de 80% em um mês?
O pagamento do Incentivo-Frequência daquele mês será bloqueado. No entanto, o benefício não é cancelado. Se o estudante atingir a média de frequência necessária nos meses seguintes, os pagamentos podem ser retomados.







