São cerca de 35 milhões de brasileiros que contam cada dia no calendário até a chegada de um único depósito — e em 2026, ele pode vir antes do esperado.
O governo federal planeja antecipar o 13º salário do INSS para abril e maio, repetindo a estratégia dos anos anteriores de injetar bilhões na economia já no primeiro semestre.
Mas antes mesmo do abono, outra novidade já movimenta março: um pagamento adicional que poucos beneficiários sabem que têm direito. A seguir, descubra quem pode receber, quando o dinheiro cai na conta e o que muda neste ano.
O 13º do INSS em 2026: antecipação e público-alvo
A tradição mantida nos últimos anos de antecipar o 13º salário para quem recebe benefícios do INSS deve continuar em 2026.
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Segundo a projeção, a primeira parcela deve ser paga em abril, e a segunda, em maio, modificando o padrão usual de agosto e novembro. A expectativa é injetar R$ 78 bilhões na economia brasileira, oferecendo fôlego extra para muitos domicílios.
O abono anual está garantido para aqueles que, ao longo do ano, recebem aposentadoria, pensão por morte, auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença), auxílio-acidente ou auxílio-reclusão.
O abono é exclusivo para quem faz parte dos grupos citados, sem abrangência para quem recebe o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
Pagamentos liberados pelo INSS em março: o que são as RPVs?
No começo de março de 2026, o Conselho da Justiça Federal anunciou a liberação de cerca de R$ 1,4 bilhão para beneficiários do INSS que ganharam ações judiciais contra o órgão.
É importante ressaltar que esse valor não representa um novo benefício mensal, mas sim a quitação de débitos judiciais, conhecidos como Requisições de Pequeno Valor (RPVs).
O pagamento contempla aposentados, pensionistas e outros segurados que tiveram decisões favoráveis e definitivas na justiça, sendo um direito reconhecido após litígio.
Os recursos serão direcionados para aproximadamente 87 mil beneficiários, distribuídos em mais de 65 mil processos.
Entre os principais motivos que geram esses atrasados estão a revisão ou concessão de aposentadorias, pensões, auxílios e benefícios assistenciais. O valor liberado refere-se a decisões transitadas em julgado, que não admitem mais recurso por parte do INSS.
Quem recebe o pagamento de RPVs?
Tem direito ao pagamento os segurados que:
- Venceram ação judicial contra o INSS,
- Possuem valores de até 60 salários mínimos a receber,
- Tiveram ordem de pagamento emitida pelo juiz em janeiro de 2026
- E casos em que o processo já está totalmente encerrado (transitado em julgado).
Herdeiros com vínculo legal também podem receber, caso o titular do benefício tenha falecido após o trânsito em julgado.
Quais tipos de benefícios podem gerar atrasados?
As ações que envolvem concessão ou revisão de benefícios como aposentadorias (por idade, tempo de contribuição, invalidez ou deficiência), pensões por morte, auxílios (doença, acidente) e até o BPC podem resultar nestes valores atrasados.
Esse pagamento adicional é retroativo e não representa valores futuros, mas sim reconhecimento de direitos anteriores, sempre mediante decisão judicial favorável.
Diferença entre RPV e precatórios
É fundamental entender a diferença entre as RPVs e os precatórios. Enquanto as RPVs abrangem valores de até 60 salários mínimos, pagos em até 60 dias após a ordem judicial, os precatórios referem-se a montantes superiores e seguem um cronograma anual de pagamento, conforme a previsão orçamentária do governo federal. No extrato do processo, a sigla RPV identifica essas requisições de pequeno valor; já PRC aparece para os precatórios.
Consulta dos pagamentos
Após liberação do valor pelo Conselho da Justiça Federal, cada Tribunal Regional Federal (TRF) executa o depósito, normalmente em contas abertas na Caixa Econômica Federal ou Banco do Brasil para os contemplados.
Para consultar, basta acessar o site do TRF responsável, inserir dados como CPF, número do processo, ou número da requisição e verificar o campo “valor inscrito na proposta”. Após pagamento, o sistema indicará o status “Pago total ao juízo”.
Quanto cada região receberá?
A distribuição dos R$ 1,4 bilhão segue o recorte por região, de acordo com os TRFs:
- 1ª Região: R$ 380,6 milhões para cerca de 19.826 beneficiários;
- 2ª Região: R$ 85,8 milhões para 5.289 beneficiários;
- 3ª Região: R$ 127,8 milhões para 5.223 beneficiários;
- 4ª Região: R$ 437,4 milhões para 29.999 beneficiários;
- 5ª Região: R$ 193,4 milhões para 15.871 beneficiários;
- 6ª Região: R$ 169,2 milhões para 10.796 beneficiários.
Esses pagamentos representam a finalização de processos judiciais e contribuem para o reconhecimento do direito dos segurados.
Novo benefício? Entenda o que muda para os segurados do INSS
É importante esclarecer: este pagamento adicional liberado em março não é um novo benefício do INSS, nem envolve mudanças nas regras de concessão do 13º ou demais auxílios regulares.
Trata-se, exclusivamente, de valores retroativos pagos após vitória judicial. Ou seja, apenas quem ingressou com ação, teve decisão final favorável e ficou dentro dos critérios estabelecidos pela lei para RPVs receberá.
Não há necessidade de novos cadastros nem intervenção por parte do INSS, já que a própria Justiça Federal coordena os repasses automaticamente aos titulares e, caso tenham falecido, aos herdeiros registrados judicialmente.
Como saber se tenho direito a pagamentos atrasados?
Quem está aguardando valores atrasados do INSS pode acompanhar o andamento diretamente pelo site do TRF correspondente.
Ter à mão o CPF, número do processo ou mesmo o número da ordem de pagamento agiliza a consulta. Caso esteja entre os contemplados, as instruções para saque e recebimento aparecerão de forma clara no sistema judiciário.
Dica importante para segurados
Manter informações atualizadas com o advogado responsável e observar regularmente o andamento do processo é a melhor maneira de evitar surpresas e atrasos. Em caso de dúvida, o contato com o tribunal pode esclarecer pendências quanto à liberação dos valores e procedimentos necessários para a retirada.
Acesse a página inicial do Blog Pensar Cursos para conferir mais sobre os pagamentos do INSS. No vídeo abaixo saiba mais sobre o calendário do INSS em 2026:














