Golpistas estão invadindo residências de aposentados se passando por servidores do INSS. O órgão alerta: nenhum funcionário do INSS visita segurados para pedir dados pessoais, senhas ou documentos bancários.
A denúncia foi divulgada pelo Instituto Nacional do Seguro Social após o registro de novos casos em diferentes regiões do país. Os criminosos utilizam argumentos como prova de vida, revisão de benefício ou regularização cadastral para convencer a vítima a abrir a porta. Uma vez dentro do imóvel, coletam informações que depois alimentam fraudes bancárias e desvios em benefícios previdenciários.
O perfil preferido dos golpistas é claro: pessoas idosas que moram sozinhas ou que têm pouca familiaridade com os canais digitais de atendimento. A recomendação oficial é simples e precisa ser compartilhada com familiares: nenhuma visita do INSS acontece sem aviso prévio, e nenhum servidor pede dados na porta de casa.
INSS não faz visita domiciliar para pedir dados pessoais
O comunicado do órgão, divulgado nesta quarta-feira (22), é categórico. O INSS não envia servidores à residência dos cidadãos para solicitar informações pessoais, documentos, senhas ou dados bancários.
Qualquer pessoa que se apresente dessa forma deve ser tratada como suspeita, mesmo que mostre crachá ou documento com aparência oficial. Falsos distintivos são facilmente produzidos e fazem parte da estratégia de convencimento.
Exceções previstas em lei
Existem situações específicas em que o atendimento domiciliar acontece, mas sempre com autorização prévia e comunicação antecipada ao segurado. Esses casos envolvem beneficiários com mobilidade reduzida ou em situação de internação, e nunca são iniciados por uma visita surpresa.
Como o golpe do INSS funciona na prática
Os criminosos seguem um roteiro parecido em quase todas as ocorrências. A abordagem costuma ser direta e aproveita o momento de vulnerabilidade da vítima.
Os argumentos mais usados pelos golpistas
- Prova de vida obrigatória: alegam que o benefício será bloqueado se o procedimento não for feito na hora
- Revisão de benefício: prometem aumento no valor após uma suposta verificação cadastral
- Regularização de cadastro: afirmam que há pendência no sistema que precisa ser corrigida imediatamente
- Recadastramento biométrico: pedem selfies, digitais ou cópias de documentos
Depois de obter as informações, os criminosos realizam empréstimos consignados, trocam senhas no aplicativo Meu INSS, desviam pagamentos e até abrem contas em nome da vítima.
Dados pessoais dos idosos: o alvo principal
Os aposentados e pensionistas seguem como os mais visados pelas quadrilhas. O motivo é prático: esse público recebe benefício mensal fixo, tem margem para consignado e, em muitos casos, não acompanha o extrato bancário com frequência.
Como se proteger do golpe do INSS
A prevenção passa por quatro atitudes simples que devem virar rotina na casa de qualquer beneficiário.
Regras básicas de segurança
- Desconfie de qualquer visita não agendada em nome do INSS
- Não permita a entrada de desconhecidos na residência
- Não forneça documentos, dados pessoais ou informações bancárias
- Não realize pagamentos, Pix ou transferências a pedido de supostos servidores
Se a pessoa na porta insistir, a orientação é fechar a entrada e entrar em contato com a Central 135 para confirmar qualquer suposta pendência.
Canais oficiais do INSS para confirmar informações
- Central 135: ligação gratuita de telefone fixo
- Aplicativo Meu INSS: disponível para Android e iOS
- Site oficial: Meu INSS
- Agências da Previdência Social: atendimento presencial com agendamento
Toda consulta real sobre benefício, prova de vida ou revisão pode ser feita por esses canais. Não existe atalho presencial fora dessa estrutura.
O que fazer ao suspeitar de fraude
Ao identificar uma tentativa de golpe, a recomendação do INSS é interromper imediatamente o contato e procurar as autoridades policiais. O registro do boletim de ocorrência é importante mesmo quando o criminoso não conseguiu levar nada, porque ajuda a mapear a atuação das quadrilhas.
Se os dados já foram entregues, o segurado deve trocar a senha do Meu INSS o mais rápido possível e monitorar o extrato do benefício para identificar empréstimos não autorizados.
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Aproveite e assista ao vídeo abaixo para entender como utilizar o Meu INSS:












