Você já parou para pensar em qual classe social realmente se encontra hoje no Brasil? Muitas pessoas acreditam pertencer a determinado grupo econômico, mas um novo estudo divulgado em 2026 mostra que a realidade pode ser diferente do que muitos imaginam.
Uma pesquisa recente trouxe novas referências sobre como a população está distribuída entre as classes A, B, C, D e E. O levantamento atualiza os limites de renda utilizados para classificar os domicílios e revela mudanças importantes na composição social do país.
Os dados também indicam que milhões de pessoas passaram a integrar grupos de renda mais altos nos últimos anos, o chamado “mapa da classe média” no país.
A seguir, veja como o estudo foi elaborado, quais são as faixas de renda consideradas e em qual classe econômica a maioria da população brasileira se encontra atualmente.
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Estudo atualiza mapa das classes sociais no Brasil
O estudo foi elaborado pelo economista Marcelo Neri, da Fundação Getúlio Vargas (FGV Social), e reúne informações sobre a evolução das classes econômicas brasileiras entre 1976 e 2024.
A pesquisa atualizou os limites de renda utilizados para classificar as famílias brasileiras, corrigindo os valores com base no IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), índice oficial que mede a inflação no país.
Além disso, o levantamento também considera mudanças importantes na estrutura das famílias brasileiras. Nas últimas décadas, o número médio de pessoas por domicílio diminuiu, o que influencia diretamente a forma de medir renda e qualidade de vida.
Classe C continua sendo a maior do país
De acordo com os dados apresentados no levantamento, a classe C, considerada a classe média tradicional, continua concentrando a maior parte da população brasileira.
Atualmente, cerca de 60,9% das pessoas estão nessa faixa econômica. Quando se consideram juntas as classes A, B e C, chamadas pelo estudo de “classe média ampliada”, o grupo representa 78,1% da população. Esse percentual é o maior registrado desde o início da série histórica analisada pelo estudo.
Outro dado relevante aponta que 17,4 milhões de pessoas passaram a integrar as classes A, B ou C entre 2022 e 2024, indicando um movimento de ascensão econômica no período.
Redução das classes D e E
Enquanto parte da população avançou para grupos de renda mais altos, as classes D e E, que representam as faixas de renda mais baixas, apresentaram redução.
Segundo o levantamento, 21,8% da população se encontra atualmente nessas duas classes, o menor nível já registrado desde o início da série histórica analisada pela pesquisa.
Especialistas apontam que esse tipo de transformação pode influenciar diferentes áreas da economia, incluindo padrões de consumo, planejamento de políticas públicas e estratégias de inclusão social.
Como as classes sociais são calculadas
Para definir a classe econômica de cada domicílio, o estudo utiliza como referência a renda domiciliar total, que inclui diferentes tipos de rendimentos recebidos pela família. Entre eles estão salários, aposentadorias, pensões, aluguéis, investimentos e outras fontes de renda da família.
O cálculo considera ainda o tamanho do domicílio, utilizando a renda per capita como indicador central para comparar o nível de bem-estar das famílias ao longo do tempo.
Faixas de renda por classe social
Com base nos valores médios atualizados, o estudo define as seguintes faixas de renda domiciliar mensal:
Classe E
Até R$ 1.580
Classe D
Entre R$ 1.580 e R$ 2.525
Classe C (classe média)
Entre R$ 2.525 e R$ 10.885
Classe B
Entre R$ 10.885 e R$ 14.191
Classe A
Acima de R$ 14.191
Essas faixas representam valores médios utilizados para análises estatísticas e ajudam a compreender melhor a distribuição de renda entre os domicílios brasileiros. No entanto, elas não devem ser interpretadas como uma definição absoluta da situação financeira de cada família.
Distribuição atual da população por classe
Com base nos dados mais recentes, a distribuição da população brasileira entre as classes sociais ficou da seguinte forma:
- Classes A e B: 17,2% da população
- Classe C: 60,9% da população
- Classes D e E: 21,8% da população
- Classes A, B e C (classe média ampliada): 78,1% da população
Educação continua influenciando renda
Outro fator importante destacado no estudo é a relação entre escolaridade e renda. Domicílios chefiados por pessoas com ensino superior apresentam probabilidade maior de integrar as classes A ou B.
Por esse motivo, políticas públicas voltadas para educação, qualificação profissional e permanência escolar continuam sendo consideradas fundamentais para ampliar oportunidades de mobilidade social.
Renda não é o único fator que define a classe social
Embora a renda seja um indicador importante para analisar a posição socioeconômica das famílias, o estudo também aponta algumas limitações nesse tipo de classificação.
O levantamento, por exemplo, não considera fatores como patrimônio acumulado (imóveis ou veículos), custo de vida entre cidades, acesso a serviços públicos e qualidade da infraestrutura urbana.
Uma renda considerada alta em uma cidade do interior, por exemplo, pode ter poder de compra muito menor em grandes capitais como São Paulo ou Rio de Janeiro.
Entender a renda ajuda a acompanhar mudanças sociais
Mesmo com essas limitações, a análise das classes econômicas continua sendo uma ferramenta importante para compreender a evolução social do país. Ao observar a renda per capita e o nível de escolaridade da população, pesquisadores conseguem identificar tendências de mobilidade social e avaliar os desafios ainda existentes.
O estudo da FGV Social mostra que, embora a classe média tenha crescido nos últimos anos, ainda existem diferenças entre os grupos econômicos. E compreender essas mudanças é essencial tanto para a formulação de políticas públicas quanto para decisões individuais relacionadas à educação, trabalho e planejamento financeiro.
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