Ficar acordado até tarde pode estar colocando seu coração em risco — e os números assustam.
Se você é daquelas pessoas que só consegue dormir de madrugada, é hora de prestar atenção. Uma pesquisa publicada em uma das principais revistas de cardiologia do mundo revelou que o hábito de dormir tarde aumenta significativamente o risco de problemas cardíacos.
Continue lendo para descobrir como esse hábito afeta sua saúde e o que você pode fazer para se proteger.
O que a pesquisa descobriu?
O estudo analisou dados de mais de 322 mil adultos do Reino Unido ao longo de quase 14 anos. Os participantes foram classificados conforme seu perfil de sono — quem prefere acordar cedo, quem tem horário intermediário e quem naturalmente vai dormir tarde.
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O resultado foi claro: em comparação com o grupo intermediário, quem tem o hábito de dormir tarde teve cerca de 79% mais probabilidade de desenvolver doenças cardiovasculares, além de maior risco de infarto e derrame ao longo do acompanhamento.
Ritmos de sono
Cada pessoa tem uma preferência biológica pelo horário de dormir e acordar — e isso influencia muito mais do que o cansaço do dia seguinte.
Segundo o pesquisador Sina Kianersi, da Harvard Medical School, quem tem preferência pelo horário noturno pode estar em maior risco justamente pelo descompasso entre o relógio interno do corpo e fatores externos, como os horários de trabalho. O corpo quer dormir tarde, mas o mundo exige que você acorde cedo — e esse conflito cobra um preço ao longo do tempo. É exatamente aí que o coração começa a sofrer.
Por que dormir tarde faz mal ao coração?
Não é só a hora de dormir que está em jogo — é tudo que vem junto com esse hábito.
Pessoas que dormem tarde tendem a ter rotinas mais irregulares: comem em horários errados, se expõem menos à luz do dia, praticam menos atividade física e, com mais frequência, fumam. Cada um desses fatores já é um risco isolado para o coração. Combinados, o efeito é ainda maior. Entre as mulheres, essa associação se mostrou especialmente forte — o que acende um alerta importante para esse grupo.
Dormir cedo protege mesmo? Veja o que os números mostram

Durante os quase 14 anos de acompanhamento, quem dormia tarde teve risco 16% maior de desenvolver doenças no coração em relação ao grupo intermediário. Já quem acordava cedo teve 5% menos probabilidade de enfrentar esses problemas.
A diferença pode parecer pequena, mas acumulada ao longo dos anos, ela é significativa.
Ainda dá para mudar — e a ciência explica como
A boa notícia é que o risco não é inevitável. O estudo aponta que mudanças no estilo de vida, como parar de fumar e praticar atividade física, já são capazes de reduzir o risco cardíaco mesmo para quem tem o hábito de dormir tarde.
A recomendação dos pesquisadores é simples: tente manter horários de sono consistentes, busque exposição à luz pela manhã, mexa o corpo regularmente, monitore pressão, colesterol e glicemia e evite o cigarro.
Pequenas mudanças de rotina podem fazer uma diferença grande para o coração — e nunca é tarde para começar.
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