Você já recebeu o aviso de que tem direito a R$ 1.000 pelo Pé-de-Meia, mas descobriu que não pode sacar agora? Parece estranho ter dinheiro “preso”, não é? Entenda exatamente por que esse valor fica bloqueado, como o programa funciona e quais são seus direitos.
O que é o Pé-de-Meia 2026 e por que ele existe?
O Pé-de-Meia 2026 foi criado para incentivar a permanência dos estudantes do ensino médio na escola pública. A ideia é simples: ajudar financeiramente quem mais precisa a terminar os estudos.
Ao participar, o aluno recebe incentivos ao longo dos três anos do ensino médio, o que pode fazer toda a diferença no orçamento da família e na sua trajetória escolar.
Além do incentivo financeiro, o programa busca diminuir a evasão escolar e estimular a participação em provas nacionais — investindo não só nos estudantes, mas no futuro do país.
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O Pé-de-Meia é destinado a jovens de 14 a 24 anos que estudam em escolas públicas e fazem parte de famílias cadastradas no CadÚnico, com renda de até meio salário-mínimo por pessoa.
Como funcionam os depósitos dos R$ 1.000 do Pé-de-Meia?
Quem está matriculado no 1º ou 2º ano do ensino médio e tem o direito à parcela anual de R$ 1.000 acaba surpreendido com uma regra fundamental do Pé-de-Meia 2026: o valor é creditado automaticamente na conta-poupança digital do estudante, mas só pode ser sacado após a conclusão dos três anos do ensino médio.
Parece confuso? Funciona assim: a cada aprovação anual, o dinheiro entra na sua conta, mas fica retido, como uma “poupança bloqueada”. Só ao finalizar o 3º ano e apresentar o certificado de conclusão do ensino médio, todos os valores acumulados nos anos anteriores — incluindo a última parcela — são liberados para movimentação.

Por que o valor é bloqueado para o 1º e 2º ano?
O bloqueio foi pensado para garantir que o incentivo seja um motivo a mais para não desistir dos estudos. Se o dinheiro pudesse ser sacado imediatamente a cada aprovação, muitos poderiam abandonar a escola, perdendo o objetivo central do programa.
Dessa maneira, o governo assegura que o estudante só tenha acesso total ao recurso ao concluir o ensino médio, reforçando o compromisso com a educação.
Como funciona para cada série?
- 1º e 2º ano: O estudante aprovado recebe o crédito anual de R$ 1.000 na conta, porém o valor fica retido até a conclusão dos três anos do ensino médio.
- 3º ano. Ao terminar o 3º ano e obter o certificado de conclusão, o aluno pode sacar imediatamente os R$ 1.000 da última aprovação e, também, as parcelas acumuladas dos anos anteriores.
Vale lembrar que, durante esse tempo, o dinheiro pode até render – seja na poupança social ou aplicado no Tesouro Selic, uma alternativa disponibilizada pelo programa para quem busca maior rendimento até a liberação do saque.
Quem pode participar do Pé-de-Meia?
Para ter direito ao Pé-de-Meia em 2026, é necessário estar matriculado no ensino médio público (ou EJA, com idade entre 19 e 24 anos), pertencer à família do CadÚnico com renda per capita de até meio salário-mínimo e manter ao menos 80% de frequência escolar.
Também é exigido o CPF regular e a participação em algumas avaliações nacionais.
Se você cumpre esses requisitos, não precisa se inscrever em lugar nenhum: a seleção ocorre automaticamente. A Caixa Econômica Federal abre a poupança digital em seu nome e deposita os benefícios conforme o calendário oficial.
Passo a passo para acessar e movimentar sua conta Pé-de-Meia
- Baixe o aplicativo CAIXA Tem em seu celular.
- Se for menor de idade, peça ao responsável legal para autorizar o acesso à conta.
- Confira o crédito das parcelas após cada aprovação anual.
- Após concluir o ensino médio, peça a liberação dos valores acumulados e movimente como quiser: saque, PIX, pagamento de contas e outras funções disponíveis no aplicativo.
Alternativas para acompanhar e investir o dinheiro bloqueado
Enquanto espera pela formatura, o estudante não fica “de mãos atadas”: é possível acompanhar os créditos, consultar o saldo e até mesmo investir o valor no Tesouro Selic pelo CAIXA Tem, dependendo da orientação da legislação vigente.
O investimento é simples e pode garantir um rendimento maior até a hora do saque, sem riscos de perda para o estudante.
- Consulta de saldo: pelo site oficial do Pé-de-Meia ou aplicativo CAIXA Tem.
- Acompanhamento do calendário: confira datas de depósito e informações úteis acessando os canais online e o portal cidadão da Caixa.
- Investimento: escolha entre deixar o valor na poupança ou aplicar no Tesouro Selic diretamente pelo aplicativo, seguindo todas as regras para menores de idade (quando necessário, com autorização do responsável).
Saiba mais sobre o investimento do incentivo-conclusão no vídeo abaixo:
Dúvidas comuns sobre o Pé-de-Meia 2026
Estudante pode sacar o valor antes do 3º ano?
Não. Mesmo o saldo aparecendo na conta, o saque dos R$ 1.000 anuais só é permitido após a conclusão e certificação do ensino médio, exceto para a última parcela, liberada ao final do 3º ano, juntamente com as demais acumuladas.
O que acontece se o aluno reprovar algum ano?
Caso não seja aprovado em alguma série, o recebimento referente àquele ano não será creditado. Para receber o total, é exigida aprovação nas séries e frequência mínima de 80%.
Estudante pode investir o valor bloqueado?
Sim, após o crédito do incentivo-conclusão, o valor pode ser destinado ao Tesouro Selic pelo próprio aplicativo da CAIXA. O dinheiro investido permanece bloqueado, sendo liberado para saque apenas na conclusão do ensino médio.
Para conferir mais sobre o Pé-de-Meia, acesse a página inicial do Blog Pensar Cursos.

















