Cerca de 10 milhões de trabalhadores brasileiros não precisam mais pagar Imposto de Renda sobre o salário. A mudança, que já está em vigor em 2026, garante isenção total para quem ganha até R$ 5 mil por mês e redução do imposto para quem recebe até R$ 7.350.
O levantamento do Dieese revelou quais categorias profissionais são as mais beneficiadas e os números: em alguns setores, mais de 95% dos trabalhadores ficaram livres do IR. Mas será que a sua profissão está na lista?
A nova regra de isenção do Imposto de Renda foi aprovada pelo Congresso Nacional no final de 2025 e já produz efeitos diretos no contracheque de milhões de brasileiros. De acordo com dados do Dieese, a medida atinge diretamente 15,6 milhões de pessoas no mercado formal. Desse total, 10 milhões ficam completamente isentas e outras 5 milhões passam a pagar menos imposto do que pagavam antes.
Quais profissões têm isenção do Imposto de Renda em 2026?
O estudo do Dieese utilizou dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) de 2024 para mapear os setores mais beneficiados. A Rais funciona como um grande banco de dados do mercado formal brasileiro, reunindo informações de trabalhadores em regime CLT.
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Setores com maior percentual de isentos
Os setores com rendimentos médios mais baixos concentram os maiores percentuais de trabalhadores isentos. Veja os destaques:
- Trabalhadoras domésticas: 97% isentas do IR
- Hotelaria e alimentação: 96% dos trabalhadores isentos
- Vestuário: cerca de 95% da categoria
- Atividades administrativas e serviços complementares: 93%
- Artes, cultura, esporte e recreação: 91%
- Agricultura, pecuária, pesca e aquicultura: 91%
- Comerciários: aproximadamente 8,5 milhões de isentos (91%)
- Comércio e reparação de veículos: 91%
- Indústria têxtil: 87%
- Indústria de transformação: 80%
Categorias com rendimentos mais elevados
Mesmo em profissões com salários médios mais altos, a isenção do Imposto de Renda alcança uma grande parcela. Entre os metalúrgicos, cerca de 71% dos trabalhadores ficaram isentos. Já entre os papeleiros, o percentual chega a 69%.
Esses números mostram que a medida não ficou restrita a quem recebe salários mais baixos. O alcance abrange também categorias industriais com remuneração acima da média nacional.

Como funciona a nova faixa de isenção do Imposto de Renda
A regra é direta: quem tem renda mensal de até R$ 5 mil não paga mais Imposto de Renda. Para quem ganha entre R$ 5 mil e R$ 7.350, há uma redução no valor do imposto cobrado. Acima desse teto, a tributação segue a tabela progressiva já conhecida.
Impacto da isenção do Imposto de Renda na economia
De acordo com o Dieese, o dinheiro que deixa de ser recolhido como imposto volta para a economia real. A estimativa é de que o acréscimo na renda disponível dos trabalhadores formais chegue a R$ 26,2 bilhões por ano. Desse total:
- R$ 20,9 bilhões ficam com trabalhadores celetistas
- R$ 5,2 bilhões ficam com servidores estatutários
Esse recurso adicional tende a ser direcionado para o consumo de produtos e serviços, o que gera um efeito positivo em cadeia para o comércio e para a geração de empregos.
Isenção do Imposto de Renda e o recorte racial e de gênero
O levantamento do Dieese também analisou o impacto da medida sob a perspectiva racial e de gênero. Os dados apontam que:
- 92% das mulheres negras celetistas passam a ficar isentas
- 88% dos homens negros também ficam livres do IR
- Entre os homens não negros, o percentual é de 77%
No total, 8,9 milhões de homens e 6,2 milhões de mulheres são alcançados pela mudança tributária, considerando o mercado formal de trabalho.
Quem paga mais para compensar a isenção do IR
Para equilibrar as contas públicas, a mesma lei que trouxe a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil também aumentou a tributação para rendimentos mais altos. Pessoas com ganhos de R$ 50 mil ou mais por mês passam a pagar alíquotas que podem chegar a 10%. Esse grupo é formado por aproximadamente 140 mil contribuintes em todo o país.
O que muda na prática para o trabalhador
A isenção é aplicada automaticamente na folha de pagamento. Ou seja, quem trabalha com carteira assinada e recebe até R$ 5 mil já percebe a diferença no salário líquido, sem precisar fazer nenhum requerimento ou cadastro adicional.
Para trabalhadores autônomos e profissionais liberais, a orientação é acompanhar as regras específicas da Receita Federal sobre a declaração anual, já que as faixas de isenção e desconto se aplicam de forma diferente dependendo do tipo de rendimento.
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Para mais informações sobre a nova faixa de isenção do imposto de renda, assista ao vídeo abaixo e informe-se de todas as novidades!














