Milhões de brasileiros terão uma redução histórica no desconto de Imposto de Renda (IR) em 2026. Mudanças recentes afetam diretamente o décimo terceiro do INSS em 2026, ampliando o valor líquido e trazendo novidades para quem recebe do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A partir de janeiro de 2026, novas regras de isenção e descontos progressivos do IR transformam o cálculo do décimo terceiro dos beneficiários do INSS. Veja se seu benefício ficará totalmente livre do imposto e como isso influencia o seu bolso.
O que muda no imposto de renda para aposentados do INSS em 2026?
Desde 1º de janeiro de 2026, aposentados e pensionistas do INSS que recebem até R$ 5 mil por mês passam a ter total isenção de Imposto de Renda retido na fonte, inclusive no pagamento do décimo terceiro. Segundo estimativas oficiais, 16 milhões de brasileiros devem se beneficiar, sentindo o alívio já nos valores depositados a partir de fevereiro.
Quem recebe entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350 terá redução parcial do imposto, com desconto decrescente à medida que o valor se aproxima do teto da faixa de redução. Acima desse valor, a tributação segue as regras da tabela geral. O benefício também impacta o cálculo anual do imposto, trazendo novas faixas de redução para aposentados e outros segurados.
Quem tem direito à isenção do IR sobre o décimo terceiro do INSS em 2026?
A isenção total abrange aposentados e pensionistas do INSS, além de servidores públicos aposentados por regimes próprios, desde que a soma das rendas tributáveis não ultrapasse R$ 5 mil mensais. Se a pessoa recebe de duas fontes e ambas juntas excedem esse valor, haverá desconto de IR apenas sobre a parcela que ultrapassar o limite, com ajuste na declaração anual.
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Como funciona a nova tabela do Imposto de Renda para 2026?
O novo imposto de renda 2026 mantém a tabela tradicional vigente, mas aplica redutores especiais para quem está dentro dos novos limites. Confira os principais pontos:
- Até R$ 5.000 mensais: Isenção total do IR, inclusive sobre o 13º salário;
- Entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350 mensais: Redução decrescente do imposto, com fórmula própria integrada à faixa;
- Acima de R$ 7.350: Tabela convencional, sem descontos extras.
Veja como a redução é calculada:
| Faixa de rendimento (mensal) | Redução do IR | Alíquota (tradicional) | Dedução |
|---|---|---|---|
| Até R$ 5.000 | Até R$ 312,89 (zera o imposto) | Isento | – |
| De R$ 5.000,01 a R$ 7.350 | R$ 978,62 – 13,3145% do valor | 7,5% a 27,5% | R$ 182,16 a R$ 908,73 |
| Acima de R$ 7.350 | Sem desconto adicional | 7,5% a 27,5% | R$ 182,16 a R$ 908,73 |
Como a isenção e as faixas de redução afetam o valor do 13º salário?
O impacto para o segurado é imediato: aposentados na faixa de isenção recebem o décimo terceiro sem desconto de IR, enquanto aqueles na faixa de redução gradativa têm desconto menor, aumentando o valor líquido recebido. Para quem ganha acima de R$ 7.350, o desconto do IR permanece o mesmo. Abaixo desse valor, os aposentados percebem uma diferença significativa no valor recebido ao longo do ano.
Regras para quem tem mais de uma fonte de renda
Receber aposentadoria do INSS e outro benefício, pensão ou rendimento tributável pode exigir atenção. Caso a soma mensal ultrapasse R$ 5 mil, a isenção não se aplica integralmente. Cada fonte faz a retenção normal, e o ajuste ocorre na declaração anual de 2027. Para não cair na “malha fina”, recomenda-se acompanhar os informes de rendimentos e fazer a conferência dos valores totais pelo portal Meu INSS e extrato bancário.
Regras anuais e novas deduções do IR para o ano-base 2026
O cálculo anual do IR, considerado na declaração de 2027, segue o mesmo princípio dos descontos mensais. Quem receber até R$ 60 mil por ano fica isento. Para rendas entre R$ 60.000,01 e R$ 88.200, existe redução proporcional do imposto até esse valor. Rendas superiores seguem a tabela anual padrão:
| Faixa de rendimento (anual) | Alíquota | Dedução |
|---|---|---|
| Até R$ 28.467,20 | Isento | – |
| De R$ 28.467,21 a R$ 33.919,80 | 7,5% | R$ 2.135,04 |
| De R$ 33.919,81 a R$ 45.012,60 | 15% | R$ 4.679,03 |
| De R$ 45.012,61 a R$ 55.976,16 | 22,5% | R$ 8.054,97 |
| Acima de R$ 55.976,16 | 27,5% | R$ 10.853,78 |
Expectativas das datas de pagamento do 13° de acordo com anos anteriores
A expectativa é que a primeira parcela do 13° será paga entre 24 de abril e 8 de maio, já a segunda parcela deve ser paga entre 25 de maio e 8 de junho.
Passo a passo para acompanhar e revisar descontos
- Acesse o extrato do benefício no aplicativo “Meu INSS” ou no site oficial;
- Consulte o demonstrativo de pagamento e confira se há desconto de IR na folha do décimo terceiro;
- Acumule comprovantes de outros rendimentos recebidos;
- Ao receber valores de fontes diferentes, some os rendimentos mensais para avaliar a possibilidade de complementação do IR na declaração anual;
- Fique atento ao informe de rendimentos enviado pelo INSS no início do ano seguinte.

A Receita Federal e o INSS informam que o controle da isenção e descontos será feito automaticamente para benefícios pagos no CPF do titular.
Perguntas frequentes
- O 13º salário dos aposentados em 2026 terá IR descontado?
Apenas para quem recebe acima de R$ 5 mil mensais. Abaixo desse valor, há isenção total para aposentados e pensionistas do INSS. - Como saber se estou na faixa de isenção para o décimo terceiro?
Basta somar todos os rendimentos tributáveis pagos em cada mês pelo INSS e demais fontes. Se não ultrapassarem R$ 5 mil, não haverá desconto do IR na fonte. - Quando as novas regras passam a impactar o pagamento do benefício do INSS?
Os efeitos valem para salários e benefícios pagos a partir de fevereiro de 2026, incluindo o décimo terceiro pago no ano. - O que fazer em caso de dúvida?
Caso haja dúvida, utilize o atendimento telefônico do INSS (135) para suporte.
Para não perder nenhuma informação importante como esta, continue acessando Pensar Cursos. E, se você ainda tem alguma dúvida sobre o 13° salário do INSS, assista ao vídeo abaixo!














