Já passou pela situação curiosa de encontrar um enfermeiro sendo chamado de “doutor” e pensou de onde vem essa tradição? Se você achava que esse título era exclusividade de médicos, prepare-se para mudar de ideia. O uso do título de doutor na enfermagem no Brasil é mais do que uma questão de respeito: representa reconhecimento, luta e autonomia. Quer entender o porquê e como isso impacta o valor dos profissionais? Vem ver!
Por que enfermeiro também é chamado de doutor?
O segredo está na história e na busca por respeito e valorização dentro da saúde. O título de doutor, que hoje parece ser do universo médico, nasceu muito antes na academia: lá na Idade Média, era dado a estudiosos aptos a ensinar nas universidades. Com o tempo, começou a ser conferido a quem obtinha o grau máximo de formação acadêmica, o doutorado. Depois, expandiu para diversas profissões, inclusive áreas jurídicas e da saúde.
No Brasil, negar essa titulação à enfermagem acabava reforçando a ideia de subordinação frente a outras profissões, como medicina ou odontologia. E ninguém merece sentir que vale menos, não é? Por isso, a oficialização do termo contribui para afirmar que a enfermagem tem conhecimento, técnica e autonomia próprios!
Reconhecimento legal e importância para a Enfermagem
Existe base legal para o enfermeiro ser tratado como doutor! A Resolução 256/2001, do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), estabeleceu o direito ao tratamento de “doutor” para quem é diplomado em nível superior, assim como já se fazia com médicos e advogados.
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Isso trouxe mais do que um título: fortaleceu o reconhecimento e abriu espaço para o profissional de enfermagem demonstrar seu valor técnico-científico, jogando por terra antigas ideias de desigualdade na área da saúde. Segundo o presidente do Cofen, Manoel Neri, esse reconhecimento “valoriza a formação, o compromisso com a ciência e a dedicação à vida”.
Como o título de doutor mudou a cara da enfermagem no Brasil
O impacto dessa titulação vai muito além do crachá bonito. Ela ajuda a:
- Afirmar o nível superior da formação em enfermagem.
- Combater visões ultrapassadas de subordinação frente a outras áreas.
- Valorizar o papel técnico, científico e ético, ganhando respeito dentro e fora do hospital.
- Fomentar orgulho profissional e incentivar formação continuada.
Dica extra: fomente o orgulho e o reconhecimento na enfermagem
Além do tratamento por “doutor”, incentive colegas a buscarem desenvolvimento acadêmico e profissional. Afinal, cada passo além da graduação, como pós-graduação ou doutorado, reforça ainda mais a autonomia e o impacto da enfermagem!
Você também pode compartilhar essa informação, esclarecendo que o título não se trata de vaidade, mas de respeito e valorização. Isso faz diferença na autoestima do profissional e na imagem da categoria na sociedade.
Em suma, o reconhecimento do enfermeiro como “doutor” em 2026 vai muito além de uma simples formalidade: é a consolidação de uma trajetória histórica de luta por autonomia científica e respeito profissional. Ao entender que essa titulação possui base legal e acadêmica, desconstruímos hierarquias ultrapassadas e fortalecemos o papel desses especialistas na gestão e no cuidado da saúde brasileira. Valorizar a enfermagem é, acima de tudo, valorizar o conhecimento que salva vidas.
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