Mais de 5 milhões de brasileiros com diploma universitário enfrentam dificuldades no mercado de trabalho em 2026. A formação superior nem sempre se traduz em estabilidade financeira, e algumas carreiras vivenciam essa realidade diariamente.
Concluir o ensino superior sempre foi visto como um caminho quase garantido para melhores salários e estabilidade profissional. No entanto, a realidade brasileira mostra que ter diploma não significa, necessariamente, ganhar bem.
Diversas profissões desvalorizadas exigem formação universitária, registro em conselho e atualização constante, mas continuam enfrentando baixos salários e pouca valorização.
Por que algumas profissões com diploma pagam pouco?
Fatores como excesso de profissionais no mercado, falta de políticas públicas, pouca organização da categoria e alta carga de trabalho ajudam a explicar por que algumas carreiras continuam mal remuneradas, mesmo quando consideradas fundamentais para a sociedade.
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O desequilíbrio entre oferta e demanda
A principal razão para a desvalorização está na relação entre o número de formados e as vagas disponíveis. Em algumas áreas, a quantidade de profissionais supera a demanda do mercado. Em outras, falta reconhecimento institucional e investimento contínuo, o que impacta diretamente os salários.
A precarização dos vínculos trabalhistas
A informalidade, os contratos temporários e a terceirização contribuem para a precarização do trabalho em diversas carreiras que exigem ensino superior. Esses fatores enfraquecem o poder de negociação das categorias e mantêm os salários estagnados.
Professores da educação básica
Mesmo com licenciatura, especializações e anos de experiência, muitos professores recebem salários que mal acompanham o custo de vida. O Ministério da Educação publicou, nesta sexta-feira (30), no Diário Oficial da União, a Portaria nº 82/2026, que fixa em R$ 5.130,63 o novo Piso Salarial Profissional Nacional do Magistério Público da Educação Básica para 2026.
A sobrecarga de trabalho, salas cheias e múltiplas jornadas agravam a situação, tornando a profissão uma das mais desafiadoras do país. Dados do Inep indicam que professores da rede pública recebem, em média, 86% do salário de profissionais com escolaridade equivalente.
Assistentes sociais
Os assistentes sociais atuam diretamente com populações vulneráveis e em políticas públicas de grande relevância. Contudo, a remuneração costuma ser baixa em relação à responsabilidade do cargo.
Segundo dados do Portal Salário, a média salarial da categoria é de R$ 3.651,97 para jornada de 32 horas semanais. O piso em 2026 varia entre R$ 3.552,23 e o teto de R$ 6.560,34, dependendo da região e do empregador. Muitos profissionais enfrentam contratos temporários e falta de estrutura adequada.
Jornalistas
Apesar de exigir diploma, domínio de múltiplas habilidades e atualização constante, a carreira de jornalista apresenta salários reduzidos, jornadas extensas e instabilidade. A digitalização do setor ampliou a demanda por produção de conteúdo, mas não acompanhou a valorização financeira.
De acordo com levantamentos recentes, o salário médio de um jornalista no Brasil, em 2026, é de R$ 4.374,31. Profissionais em cargos de liderança ou especializados podem alcançar valores superiores, porém a maioria da categoria enfrenta condições menos favoráveis.
Bibliotecários
Com formação específica e conhecimento técnico fundamental para a organização e acesso à informação, bibliotecários encontram poucas oportunidades e remuneração limitada, especialmente fora do serviço público.
O piso salarial em 2026 varia entre R$ 4.156,89 e o teto de R$ 8.651,53, conforme dados do CAGED. A maioria das vagas está concentrada em instituições públicas, o que exige aprovação em concursos para quem busca melhores condições.
Nutricionistas
Mesmo sendo uma área em crescimento, muitos nutricionistas enfrentam salários baixos, especialmente no início da carreira. Plantões longos, vínculos precários e competição intensa dificultam a valorização profissional.
A média salarial é de R$ 3.984,98 para jornada de 40 horas semanais, segundo o Portal Salário. O piso nacional de referência estabelecido pela Federação Nacional dos Nutricionistas é de R$ 4.308,28 para 44 horas semanais em 2026.
O que avaliar antes de escolher uma profissão
Antes de ingressar em uma faculdade, a análise deve ir além da vocação. Considerar alguns fatores pode evitar frustrações futuras:
- Média salarial da área – consultar dados oficiais sobre remuneração
- Mercado de trabalho na região – verificar a demanda local por profissionais
- Possibilidades de crescimento e especialização – avaliar se há caminhos para progressão
- Carga horária e qualidade de vida – entender as condições de trabalho da profissão
- Estabilidade e demanda futura – analisar tendências do setor
O diploma ainda vale a pena?
O diploma continua sendo um diferencial no mercado brasileiro. Entretanto, o planejamento de carreira se tornou tão importante quanto a escolha do curso.
Conhecer a realidade salarial, as condições de trabalho e as perspectivas futuras permite tomar decisões mais informadas.
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