Milhares de estudantes estão perdendo R$ 9.200 por erros simples que poderiam ser evitados. O Pé-de-Meia 2026 já tem mais de 4 milhões de jovens entre os beneficiados, mas nem todos vão conseguir sacar o dinheiro. O motivo? Falhas que passam despercebidas pelas famílias.
São R$ 200 por mês depositados em uma poupança, além de bônus por aprovação e participação no Enem. Só que o programa não aceita inscrições. A seleção ocorre de forma automática, cruzando dados escolares com informações do Cadastro Único. Quem não estiver com tudo em ordem, fica de fora.
A boa notícia é que existem atitudes práticas que aumentam as chances de receber todos os valores. Algumas delas precisam ser tomadas antes mesmo do início das aulas. Outras dependem do acompanhamento ao longo do ano. Confira o que realmente faz diferença para garantir o benefício.
Efetuar a matrícula no início do ano letivo
A matrícula é o primeiro passo para acessar o Pé-de-Meia. Sem ela confirmada dentro do prazo oficial estabelecido pela rede de ensino, o estudante não aparece no sistema do MEC.
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Por que a matrícula é tão importante?
Cada estado define seu próprio calendário de matrículas. De modo geral, as inscrições ocorrem entre o fim de um ano e o início do seguinte. O estudante que perder esse período de matrícula pode ficar de fora dos primeiros repasses financeiros, mesmo atendendo aos demais critérios.
As escolas enviam as informações de matrícula ao Ministério da Educação por meio do Sistema Gestão Presente. Com base nesses dados, o MEC identifica quem está apto a receber os incentivos. Portanto, a matrícula não é apenas uma formalidade administrativa, mas sim a porta de entrada para o programa.
Quem pode se matricular?
O programa atende estudantes do ensino médio regular das redes públicas com idade entre 14 e 24 anos. Também são contemplados alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) das redes públicas, desde que tenham entre 19 e 24 anos.
Manter frequência mínima de 80%
A presença em sala de aula não é apenas uma recomendação. Para o Pé-de-Meia, ela é um requisito obrigatório. O estudante precisa comparecer a, no mínimo, 80% das horas letivas de cada mês para receber o Incentivo-Frequência.
Como funciona o controle de presença?
A escola registra e envia mensalmente as informações sobre a frequência escolar para o MEC. Se o sistema apontar uma frequência inferior a 80%, o pagamento do mês seguinte é automaticamente suspenso.
Além disso, a reprovação no ano letivo impede o recebimento do bônus de R$ 1.000 referente ao Incentivo-Conclusão daquela série. Esse valor fica retido em uma poupança e só pode ser sacado após a conclusão de todo o ensino médio.
Dicas para manter a frequência em dia
Quando houver problemas de saúde que forcem faltas, o ideal é apresentar os atestados médicos imediatamente à secretaria da escola. Dessa forma, a frequência não será prejudicada no sistema do programa.
Manter o CadÚnico atualizado
O Cadastro Único funciona como a principal ferramenta utilizada pelo governo para identificar famílias de baixa renda. A elegibilidade para o Pé-de-Meia é verificada automaticamente por meio do cruzamento de dados escolares com as informações registradas no CadÚnico.
O que acontece se o cadastro estiver desatualizado?
Se os dados estiverem desatualizados ou o cadastro for cancelado, o estudante pode não ser identificado como apto a receber o benefício. Isso acontece mesmo que ele cumpra todos os outros requisitos, como matrícula e frequência.
Para 2026, o governo reforçou que a atualização cadastral é fundamental. A família precisa estar inscrita no CadÚnico com dados atualizados e renda por pessoa de até meio salário mínimo.
Como atualizar o CadÚnico?
A atualização pode ser feita no CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) do município ou pela plataforma digital do Cadastro Único. É importante verificar se endereço, composição familiar e renda estão corretos.
O programa prevê um orçamento anual de R$ 12,5 bilhões, conforme dados do MEC. Garantir que os dados estejam corretos aumenta as chances de receber todos os incentivos previstos.

Regularizar o CPF do estudante
Muitos jovens acabam ficando de fora do Pé-de-Meia porque os dados no sistema escolar não correspondem aos dados da Receita Federal. O estudante precisa ter o CPF próprio e regularizado para participar do programa.
Por que o CPF é obrigatório?
A Caixa Econômica Federal abre uma conta digital automaticamente em nome do estudante selecionado. Essa conta só pode ser criada se o CPF estiver ativo e regular. Sem essa regularização, o benefício simplesmente não é liberado.
O CPF pode ser consultado e regularizado diretamente no site da Receita Federal ou em unidades de atendimento autorizadas, como agências dos Correios e Banco do Brasil.
Como verificar a situação do CPF?
Basta acessar o site da Receita Federal e consultar a situação cadastral. Se houver pendências, o sistema indica os passos para regularização. Esse processo pode ser feito de forma gratuita e rápida.
Como o Pé-de-Meia funciona na prática
O programa oferece diferentes tipos de incentivos financeiros ao longo do ciclo escolar:
| Tipo de Incentivo | Valor | Condição |
|---|---|---|
| Incentivo-Matrícula | R$ 200 | Matrícula confirmada |
| Incentivo-Frequência | R$ 1.800/ano | Frequência mínima de 80% |
| Incentivo-Conclusão | R$ 1.000/ano | Aprovação na série |
| Incentivo-Enem | R$ 200 | Participação nos dois dias |
| Total possível | R$ 9.200 | Ao longo do ensino médio |
Os alunos também podem optar por investir o valor do Incentivo-Conclusão no Tesouro Selic, conforme autorização publicada em outubro de 2025. A mudança foi feita para que os estudantes tenham mais opções de rentabilidade enquanto os valores permanecem bloqueados.
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