O aumento do piso salarial do magistério gerou discussões e dúvidas entre educadores de todo o país. Muitos têm se perguntado: o reajuste do piso irá resultar em mais imposto para professores? Notícias sem comprovação têm circulado nas redes sociais, levantando preocupação sobre um possível aumento da carga tributária.
No entanto, a Receita Federal se posicionou de forma clara e trouxe informações que esclarecem pontos importantes sobre a tributação da categoria em 2026. A seguir, entenda com clareza o que muda para quem trabalha no magistério, quando começa a valer a nova regra e como fica a isenção do imposto para professores neste ano.
O que mudou na legislação do Imposto de Renda em 2026?
Com a sanção da Lei nº 15.270/2025, houve atualização na tabela do Imposto de Renda para pessoa física. O novo texto legal prevê:
- Isenção total para quem recebe até R$ 5.000,00 por mês;
- Redução da alíquota efetiva para rendimentos entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350,00;
- Benefício imediato para boa parte dos profissionais da educação.
Essas alterações já estão valendo desde o dia 1° de janeiro de 2026 e beneficiam diretamente quem atua como docente na educação básica e superior no Brasil. Um dos principais objetivos foi corrigir distorções antigas no sistema tributário, promovendo justiça fiscal.
Veja Também: 2000 Cursos GRÁTIS para você emitir seu Certificado
👉🏻 Veja também: Salário mínimo 2026 pode ter novo aumento?
Professores vão pagar mais imposto com o novo piso?
Se você está preocupado com a possibilidade de pagar mais impostos devido ao reajuste, fique tranquilo: o aumento do piso salarial do magistério para R$ 5.130,63 não resultará em mais impostos para os professores. Na verdade, a situação é inversa. Antes da nova lei, docentes com salário-base de R$ 4.867,77 tinham desconto médio de R$ 283,14 de IR por mês (com desconto simplificado). Desde janeiro de 2026, com o novo piso, esse desconto mensal caiu drasticamente para cerca de R$ 46,78.
Assim, apesar do salário-base ter subido, o IR no contracheque mensal diminuiu. Isso ocorre porque boa parte da categoria passou a se enquadrar na faixa de isenção ou teve alíquota menor. Estima-se que haverá ganho real no salário líquido do professor, garantindo maior poder de compra e reconhecimento efetivo pelo trabalho desempenhado nas escolas e universidades.
Por que tantas dúvidas surgiram entre educadores?
Muitas dúvidas apareceram por conta de informações desencontradas divulgadas em grupos e redes sociais. A Receita Federal foi enfática ao afirmar que:
“Não procede a afirmação de que o reajuste do piso do magistério levaria automaticamente os professores a pagar mais Imposto de Renda. Os profissionais da educação são diretamente beneficiados pela redução prevista na Lei nº 15.270/2025”.
Portanto, essas notícias são falsas, pois desconsideram a atualização da legislação, ignorando as faixas de isenção e as novas alíquotas.
Como fica o cálculo do Imposto de Renda para professores em 2026?

Imagem: Pensar Cursos
O cálculo do imposto para professores segue o modelo tradicional: rendimento bruto, descontos legais (como INSS) e aplicação da tabela do Imposto de Renda. O que muda é o valor descontado ao final do mês, ficando significativamente menor ou até zerado para quem recebe até R$ 5.000,00.
A Receita Federal exemplificou: um docente que recebe o piso de R$ 5.130,63 paga cerca de R$ 46,78 de IR por mês — valor quatro vezes menor que o desconto anterior. O profissional que permanece abaixo do teto de isenção terá imposto zerado.
Caso tenha dúvidas, recomenda-se procurar o RH da instituição de ensino ou usar aplicativos oficiais, como o portal da própria Receita Federal, para simular descontos segundo a nova lei.
Ganho real no salário líquido: o que muda na vida dos professores?
A mudança representa mais dinheiro no bolso. O reajuste do piso aliado à nova tabela do IR oferece ganho real ao docente, pois o líquido (valor final que o professor recebe) sobe, mesmo com reajuste salarial. A alteração corrige injustiças tributárias e valoriza a educação pública e privada, contribuindo para a motivação e retenção de profissionais.
O efeito combinado dessas medidas traz dois resultados positivos: aumento do poder de compra e justiça fiscal para quem forma as futuras gerações. Isso pode influenciar positivamente o interesse de jovens na carreira do magistério e incentivar a formação continuada.
Se você quer continuar acompanhando informações como esta, acesse o Pensar Cursos e fique por dentro de tudo.
▶️ Dê o play no vídeo abaixo para entender melhor a nova faixa de isenção do Imposto de Renda:









