A segunda etapa do calendário do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que contempla os pagamentos para quem recebe acima do salário mínimo, sempre chama a atenção dos segurados. E é justamente esse o calendário que teve início nesta sexta-feira (02/01/2026). O valor máximo pago pelo Instituto Nacional do Seguro Social chega a R$ 8.157,41.
A boa notícia é que dá para conferir pelo celular, sem sair de casa, usando apenas o CPF, se você tem direito a esse valor. O aplicativo disponibilizado pelo órgão permite que aposentados, pensionistas e beneficiários de auxílios verifiquem o extrato de pagamento com poucos cliques.
Com mais de 40,4 milhões de beneficiários atendidos pelo INSS, dos quais aproximadamente 12,1 milhões recebem valores acima do salário mínimo, entender o calendário e saber como consultar o benefício é uma forma de se planejar financeiramente para o início do ano. Confira a seguir todas as informações sobre datas, valores e o passo a passo para acessar o extrato.
Como consultar o pagamento do INSS pelo CPF?
O Meu INSS é o canal oficial para consultar benefícios previdenciários. A plataforma está disponível como aplicativo para celular (Android e iOS) e também pelo site oficial.
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Veja o passo a passo:
Passo a passo para consultar pelo aplicativo
- Baixe o aplicativo Meu INSS na loja do seu celular (Google Play ou App Store)
- Faça login com sua conta Gov.br (CPF e senha)
- Na tela inicial, clique em “Extrato de Pagamento”
- Confira o valor do seu benefício e a data prevista para depósito
- Verifique o número final do seu cartão de benefício para conferir sua data no calendário
Também é possível obter informações pelo telefone 135, que funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h. Além do aplicativo, os segurados podem realizar a consulta pelo Meu INSS.
Calendário de pagamento do INSS
O calendário de pagamentos do INSS segue um padrão baseado no número final do cartão de benefício. É preciso desconsiderar o dígito verificador (o número após o traço). Por exemplo, se o número do benefício for 0104-7, o dígito final a ser considerado é o 4.
Quem recebe até 1 salário mínimo (R$ 1.518,00)
Os pagamentos referentes a dezembro de 2025 seguem este calendário:
- Final 1: 22 de dezembro
- Final 2: 23 de dezembro
- Final 3: 26 de dezembro
- Final 4: 29 de dezembro
- Final 5: 30 de dezembro
- Final 6: 2 de janeiro
- Final 7: 5 de janeiro
- Final 8: 6 de janeiro
- Final 9: 7 de janeiro
- Final 0: 8 de janeiro
Quem recebe acima de 1 salário mínimo (até R$ 8.157,41)
Os pagamentos para quem ganha acima do piso começaram hoje, 2 de janeiro de 2026:
- Final 1 e 6: 2 de janeiro
- Final 2 e 7: 5 de janeiro
- Final 3 e 8: 6 de janeiro
- Final 4 e 9: 7 de janeiro
- Final 5 e 0: 8 de janeiro
Entenda o calendário 2025/2026
É preciso ficar atento a um detalhe que gera dúvidas entre os beneficiários: os pagamentos que começam em 2 de janeiro de 2026 ainda fazem parte do calendário do INSS de 2025. Isso porque se referem à competência de dezembro de 2025, ou seja, são os últimos depósitos do ano anterior.
O calendário de pagamentos de 2026, com os valores já reajustados, terá início somente no dia 26 de janeiro. A partir dessa data, os beneficiários que recebem até um salário mínimo começarão a receber o novo valor corrigido, referente à competência de janeiro de 2026.
Para quem recebe acima do salário mínimo, os pagamentos com reajuste de 2026 devem começar no primeiro dia útil de fevereiro.
Entenda o valor de R$ 8.157,41 do INSS
O valor de R$ 8.157,41 é o teto previdenciário em 2025, ou seja, o valor máximo que o INSS pode pagar a um beneficiário. Esse limite foi oficializado pela Portaria Interministerial MPS/MF nº 6, publicada em janeiro de 2025, com base no INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor).
Em 2024, o teto era de R$ 7.786,02. O reajuste de 4,77% aplicado elevou o valor máximo para os atuais R$ 8.157,41. Vale destacar que esse teto também serve como referência para o cálculo das contribuições mensais ao INSS.
Quem pode receber o valor máximo do INSS?
O teto de R$ 8.157,41 não é garantido para todos os aposentados. Para alcançar esse valor, é necessário ter contribuído por longos períodos com valores elevados ao longo da vida profissional. Na prática, apenas uma fração dos mais de 12 milhões de beneficiários que recebem acima do salário mínimo atinge o valor máximo.
O cálculo do benefício considera fatores como tempo de contribuição, idade, média salarial durante a carreira e as regras de transição estabelecidas pela Reforma da Previdência de 2019.
Reajuste do INSS previsto para 2026
Segundo projeções do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), o teto do INSS deve subir para aproximadamente R$ 8.537,55 em 2026, um reajuste estimado de 4,66% com base na inflação prevista pelo INPC. O percentual definitivo será conhecido neste mês de janeiro de 2026, quando o IBGE divulgar o índice acumulado do ano anterior.
Para quem recebe um salário mínimo, o valor será de R$ 1.621,00.
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Dúvidas frequentes
1. O teto de R$ 8.157,41 é garantido para todos os aposentados?
Não. Esse valor é o limite máximo e só é alcançado por quem sempre contribuiu com o teto ao INSS durante a vida profissional. A maioria dos beneficiários recebe valores inferiores, conforme a média das contribuições.
2. Como saber a data do meu pagamento do INSS?
Verifique o número final do seu cartão de benefício (desconsiderando o dígito após o traço) e consulte o calendário oficial. Pelo aplicativo Meu INSS, também é possível ver a data prevista no extrato de pagamento.
3. Quando começa o pagamento para quem recebe acima do salário mínimo?
Os pagamentos referentes a dezembro de 2025 para quem recebe acima de um salário mínimo começam em 2 de janeiro de 2026 e terminam em 8 de janeiro.
4. Preciso fazer algo para receber o reajuste do INSS?
Não. O reajuste é automático e aplicado diretamente na folha de pagamento, sem necessidade de requerimento por parte do beneficiário.
5. Qual será o novo teto do INSS em 2026?
A previsão é que o teto suba para aproximadamente R$ 8.537,55, com base no reajuste de 4,66% pelo INPC. O valor definitivo será confirmado em janeiro de 2026.
6. O BPC/LOAS também será reajustado?
Sim. O Benefício de Prestação Continuada (BPC) sempre equivale a um salário mínimo, portanto acompanha o reajuste do piso nacional.










