Você já percebeu como certos pensamentos logo ao acordar conseguem mudar o tom do dia? Às vezes, uma frase sussurrada na mente faz diferença entre encarar tudo com medo ou com alguma tranquilidade.
O que parece pequeno, para a psicologia, pode ser uma das melhores estratégias na busca por hábitos para confiar em si mesmo. Mas por que essa confiança parece tão difícil de cultivar?
O motivo, segundo especialistas como Lizandra, psicóloga entrevistada pelo portal MinhaVida, está no jeito como a autoconfiança é construída: não nasce pronta, nem se impõe de uma hora para outra.
Em vez disso, é como um músculo treinado repetidamente – principalmente, a partir dos hábitos mentais. Nesse processo, as mensagens ditas a si, as histórias que você acredita sobre quem é e o que merece, acabam guiando decisões importantes e modelando o quanto se sente preparado diante dos desafios.
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Fortalecer a própria capacidade: o treino começa na forma como você se trata
Pode soar estranho no começo, mas para muitas pessoas, dizer para si mesmas “eu sou capaz de enfrentar qualquer desafio que vier hoje” faz diferença real.
Essa sugestão, trazida por Lizandra, atua preparando o cérebro ainda nos primeiros minutos do dia para lidar com imprevistos. Não significa negar inseguranças ou medos, mas lembrar que existem recursos internos e habilidades adquiridas ao longo da vida, mesmo quando a cabeça teima em apontar para limitações.
Outro exercício recomendado é o de reafirmar o próprio valor. Em vez de embarcar no ciclo do autocriticismo (“nunca faço nada certo”, “não sou bom o suficiente”), experimente reconhecer o que já foi construído até aqui.
Frases como “eu sou suficiente e mereço o que há de melhor” ajudam a desconstruir a ideia de que você deve provar seu valor para todos, o tempo todo.
Segundo a especialista, a autovalorização não significa arrogância, mas um ponto de partida fundamental para confiança e escolhas mais assertivas.
Foco no que está sob seu controle: energia colocada no que importa
Outro hábito indicado por psicólogos para quem busca fortalecer a autoconfiança é escolher, conscientemente, em que colocar a energia mental todos os dias.
Ansiedade e insegurança crescem quando tentamos controlar aquilo que está fora do alcance – a reação dos outros, acontecimentos inesperados, a opinião alheia.
Por isso, Lizandra sugere o uso da frase: “Hoje, escolho acreditar no meu potencial e me concentrar no que está ao meu alcance“.
Parece simples, mas ao adotar essa mentalidade, gradualmente a experiência do dia tende a mudar. O peso das tarefas diminui, as pressões ficam mais administráveis e a sensação de impotência vai cedendo espaço ao protagonismo.
Uma segunda frase, “eu tenho o poder de transformar o meu dia com minhas escolhas“, reforça a importância de assumir pequenas decisões – mesmo que, vistos de fora, os avanços pareçam mínimos.
De acordo com a psicologia, sentir que tem alguma medida de controle, ainda que parcial, fortalece a postura mais segura diante da vida.
Valorizar pequenos avanços: progresso real não precisa ser gigantesco
Uma das armadilhas do pensamento autocrítico é a ideia de que só passos enormes contam. A psicóloga propõe inverter esse olhar: cada passo, por menor que seja, aproxima você do lugar onde deseja chegar.
Repetir mentalmente algo como “cada passo que dou hoje me aproxima da vida que eu quero” não é sobre autoengano, mas sobre honestidade com o processo real de mudança.
Hábitos para confiar em si mesmo quase nunca envolvem conquistas instantâneas. O que faz diferença é a constância, não a velocidade.
Essa postura ajuda a amenizar a cobrança interna de resultados imediatos. Líderes em pesquisa sobre psicologia positiva, como Martin Seligman, apontam que valorização de pequenos progressos está ligada ao maior bem-estar emocional e à resiliência.
Enxergar evolução mesmo nos dias difíceis pode ser justamente o que impede estagnação ou desistência. O hábito, nesse sentido, serve como lembrete diário de que autoconfiança se constrói em etapas, com gentileza e sem comparações tóxicas.
No fim das contas: autoconfiança cotidiana se cultiva sem pressa
Repensar os hábitos mentais pode ser mais desafiador do que parece, especialmente em uma sociedade acelerada, onde os erros ganham holofotes e o fracasso é pouco tolerado.
Mas, aos poucos, frases propositivas ajudam a criar novos caminhos no cérebro – substituindo padrões negativos por versões mais equilibradas, menos severas.
Ninguém está imune a dúvidas ou inseguranças, nem mesmo quem estuda e pratica psicologia diariamente. O ponto de virada costuma estar no modo como cada pessoa se acolhe nos próprios altos e baixos.
Como Lizandra afirma, transformar o discurso interno é o passo inicial para uma relação mais amigável consigo, mais apta a encarar desafios e menos refém das dúvidas alheias.
O convite, então, é simples: observe o que você diz para si mesmo. Talvez, aí, comece a construção de uma confiança mais estável – do tipo que não depende das confirmações do mundo de fora.
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