Vamos conversar sobre como podemos te ajudar

Preencha o formulário e entraremos em contato o mais breve possível
Aguarde, enviando contato!
Logotipo Pensar Cursos Logotipo Pensar Cursos
Logotipo Pensar Cursos

Urgente! Bolsonaro revoga artigo que prevê suspensão do contrato de trabalho por 4 meses

Medida Provisória permitiria acordos entre empregadores e funcionários. MP faz parte do plano de contingenciamento da crise.

Vinicius Teixeira Rangel Vinicius Teixeira Rangel |
Urgente! Bolsonaro revoga artigo que prevê suspensão do contrato de trabalho por 4 meses
Urgente! Bolsonaro revoga artigo que prevê suspensão do contrato de trabalho por 4 meses

 

O presidente Jair Bolsonaro acaba de anunciar que revogou o artigo da Medida Provisória (MP 927) que previa,  como combate aos efeitos da pandemia do coronavírus na economia, a suspensão do contrato de trabalho por até 4 meses sem salário. A declaração do chefe do executivo federal foi dada através de seu Facebook.

O trecho revogado pelo presidente é o artigo 18. “Determinei a revogação do art.18 da MP 927 que permitia a suspensão do contrato de trabalho por até 4 meses sem salário”, disse o presidente. A medida foi publicada pelo governo nesta segunda no “Diário Oficial da União”.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), partidos políticos, entidades e classe trabalhadora já haviam se manifestado contra pontos da MP editada pelo governo e defenderam aperfeiçoamento do texto.

A medida provisória

A MP também estabelecia que:

  • o empregador não precisará pagar salário no período de suspensão contratual. Porém, o mesmo “poderá conceder ao empregado ajuda compensatória mensal” com valor negociado entre as partes;
  • nos casos em que o programa de qualificação previsto não for oferecido, será exigido o pagamento de salário e encargos sociais, e o empregador ficará sujeito a penalidades previstas na legislação;
  • a suspensão dos contratos não dependerá de acordo ou convenção coletiva, mas poderá ser feito de forma individual ou coletiva a suspensão do contrato será registrada em carteira de trabalho física ou eletrônica;
  • os acordos individuais entre patrões e empregados estarão acima das leis trabalhistas ao longo do período de validade da MP para “garantir a permanência do vínculo empregatício”, desde que não seja descumprida a Constituição
  • os benefícios, como o plano de saúde, deverão ser mantidos.

Além da suspensão do contrato de trabalho e do salário, o Governo estabeleceu formas de combater os efeitos do coronavírus:

- teletrabalho (por exemplo, trabalho à distância)/
- governo permitiu suspensão de férias para trabalhadores da área de saúde e de serviços considerados essenciais;
- empregador poderá decidir por antecipação de férias individuais, com aviso ao trabalhador até 48 horas antes;
- concessão de férias coletivas;
- aproveitamento e antecipação de feriados;
- banco de horas;
- suspensão de exigências administrativas em segurança e saúde no trabalho;
- direcionamento do trabalhador para qualificação;
- adiamento do recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Sobre a antecipação e a possível suspensão de férias, a MP do presidente Jair Bolsonaro estabelece que:

- Férias antecipadas, individuais ou coletivas, vão precisar ser avisadas até 48 horas antes e não podem durar menos que 5 dias;
- Férias podem ser concedidas mesmo que o período de referência ainda não tenha transcorrido;
- Quem pertence ao grupo de risco do coronavírus será priorizado para o gozo de férias;
- Profissionais de saúde e de áreas consideradas essenciais podem ter tanto férias quanto licença não remunerada suspensas;
- Flexibilização do pagamentos de benefícios referentes ao período;
- O Ministério da Economia e sindicatos não precisam ser informados da decisão por férias coletivas.